MN Logo

12 anos. Mais de 102 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Brasil e Mundo
qui. 06 fev. 2020

Médicos usam remédios contra HIV e ebola para tratar coronavírus

por Agência Estado

Com 565 mortes e cerca de 28,2 mil infectados pelo novo coronavírus, especialistas recorrem a medicamentos contra HIV, H1N1, ebola e à medicina tradicional chinesa para tratar pacientes. A doença, reportada pela primeira vez na China em dezembro, já chegou a outros 24 países.

No domingo, a Tailândia anunciou que pacientes apresentaram melhora 48 horas após serem tratados com uma combinação de medicamentos para HIV e altas doses do oseltamivir, usado no tratamento de H1N1. Os Estados Unidos trabalham com uma farmacêutica, que já desenvolveu tratamento para o ebola, com o intuito de criar uma droga para o vírus.

O coquetel foi dado a pacientes em estado grave, incluindo uma chinesa de 70 anos, da cidade de Wuhan, epicentro do surto. Ela apresentou testes positivos para o vírus por dez dias e, 48 horas após o tratamento, o resultado deu negativo. Apesar da boa expectativa, médicos do Rajavithi Hospital, em Bangcoc, onde o tratamento foi feito, ainda não consideram a opção como cura e dizem ser preciso fazer mais estudos para definir se este é um tratamento-padrão.

Na Tailândia, foi feita a combinação de lopinavir e ritonavir com o oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu, este em uma dose elevada. Segundo o hospital, dois pacientes que receberam abordagem semelhante tiveram reação alérgica e outro melhorou.

“É um novo vírus. Não há resposta terapêutica e algo tem de ser feito para não perder o doente. Quando vão fazer estudo clínico, pesquisadores comparam grupos que receberam o tratamento e os que não receberam. Essa situação (do coronavírus) é uma operação de guerra e as pessoas são obrigadas a fazer algo com o que têm nas mãos”, explica Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas.

Professor de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor clínico do Grupo Fleury, Celso Granato diz que alguns esquemas de tratamento são propostos para encurtar o processo de desenvolvimento de uma droga, considerando a necessidade. “Quando tem algo marcante e grave, não dá tempo de fazer ensaio clínico para validar uma droga nova, o que dura muitos anos. Nesse caso, faz uso compassivo, dá o medicamento sem saber se faz mais mal do que bem e tem a evidência de que é melhor do que deixar o paciente morrer. Remédios para HIV são usados normalmente e já se conhece o grau de risco. O Tamiflu também é muito seguro.”

Nos EUA, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos ampliou acordo com a farmacêutica Regeneron para desenvolver um tratamento. A parceria, desde 2017, tem como foco remédios para doenças que põem a saúde pública em risco. Um deles foi o tratamento para o ebola, usado em 2019 na República Democrática do Congo, com aumento significativo de taxas de sobrevida. A proposta, agora, é produzir anticorpos monoclonais, cópias de um único tipo de anticorpo produzidas em laboratório. Esses anticorpos seguem certas proteínas do vírus e conseguem neutralizar a capacidade do patógeno de infectar células humanas

Alternativa

Na China, médicos também têm usado medicamentos para HIV, tendo como base estudo de 2004 que apontou respostas favoráveis em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que matou cerca de 800 pessoas em 2002 e 2003. Além disso, autoridades têm recomendado a integração da medicina tradicional chinesa, por meio de substâncias que têm ingredientes antivirais ativos, e a medicina ocidental. Cientistas chineses já publicaram estudos sobre o uso da medicina tradicional chinesa para aliviar sintomas da Sars.

Nesta quarta-feira, 5, Pequim disse que um remédio para ebola, Remdesivir, será testado em ensaios clínicos. Informou ainda que 892 pacientes infectados receberam alta e o tempo de permanência hospitalar variou de 5 a 20 dias. Pacientes só recebem alta depois que os sintomas desaparecem e após teste de ácido nucleico com resultado negativo duas vezes. Pacientes de Wuhan ainda permanecem no hospital de 10 a 12 dias após essas etapas.

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Polícia tenta identificar homem morto em acidente na SP-294
  • 2
    Motociclista morre em acidente na SP-294 em Gália
  • 3
    Trio suspeito de furtos faz duas vítimas no mesmo dia em ônibus
  • 4
    Polícia Militar detém três adultos e um menor em ponto de tráfico na Vila Barros

Escolhas do editor

REDE MUNICIPAL
Prefeitura contrata projeto Educação Acolhedora por R$ 63 milhõesPrefeitura contrata projeto Educação Acolhedora por R$ 63 milhões
Prefeitura contrata projeto Educação Acolhedora por R$ 63 milhões
GÁLIA
Polícia tenta identificar homem morto em acidente na SP-294Polícia tenta identificar homem morto em acidente na SP-294
Polícia tenta identificar homem morto em acidente na SP-294
MOBILIZAÇÃO
Marília adere à campanha do Banco Vermelho contra violência de gêneroMarília adere à campanha do Banco Vermelho contra violência de gênero
Marília adere à campanha do Banco Vermelho contra violência de gênero
LEGISLATIVO
Projeto prevê recompensa para denúncia de crime ambiental em MaríliaProjeto prevê recompensa para denúncia de crime ambiental em Marília
Projeto prevê recompensa para denúncia de crime ambiental em Marília

Últimas notícias

MAC vence o lanterna União Suzano no Abreuzão
MAC recebe lanterna União Suzano e pode garantir vaga para 2ª fase
Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde
Costelão beneficente arrecada recursos para base do MAC em Marília

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie