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Marília
ter. 24 out. 2023
RECLAMAÇÃO

Podas de árvores drásticas em vários pontos de Marília irritam moradores

Diversos leitores reclamaram nos últimos dias das podas drásticas.
por Alcyr Netto
Árvores sem folhas após poda drástica realizada pela Prefeitura de Marília (Foto: Divulgação)

Uma série de podas de árvores registradas em vários pontos de Marília tem irritado alguns moradores, que reclamam que os serviços realizados pela Prefeitura de Marília e Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) prejudicam a natureza, além de desvalorizar esteticamente os locais onde os cortes são feitos.

Um dos motivos alegados pelo poder público e a empresa de energia é a proximidade com a fiação elétrica.

De acordo com o aposentado Celso Machado, uma poda intensa foi realizada na área central da cidade, perto do apartamento em que vive. O corte ocorreu entre as ruas Coronel José Brás e a 24 de Dezembro.

“Ficou uma clareira. Aqui em Marília eles podam de uma forma que eu acho muito errada. A árvore vira um palito de dente. Aqui perto era bem arborizado, mas fizeram uma clareira. Fui perguntar e falaram que só estavam fazendo o que mandaram fazer. Ninguém consegue explicar uma coisa dessas. Não tem nenhum cabimento”, diz o aposentado.

Árvore sem folhas após poda drástica realizada pela Prefeitura de Marília (Foto: Divulgação)

O Marília Notícia recebeu outras reclamações, com o mesmo problema. A jornalista Silvia Vicentini ficou indignada ao se deparar com uma poda drástica pela avenida Manoel Muller, no Núcleo Habitacional Cecap, na zona oeste de Marília.

“Essas árvores são habitadas por pássaros. As maritacas são protegidas por lei. Os filhotes foram jogados no chão e depois não sei se trituraram junto com os galhos. A solução é simples, mas precisa de um planejamento. Temos que ajudar a salvar e a proteger o meio ambiente”, afirma a jornalista.

O estudante Pedro Manoel Rosa estava na sacada do apartamento em que mora, quando começaram as podas na calçada do seu edifício. Após o corte, ele disse que o calor ficou mais forte no local.

“Foram uns funcionários da Prefeitura de Marília. Eles estavam com uniforme e também tinha alguns detentos. Depois que fizeram essa poda, parece que ficou muito mais calor. A calçada também não dá mais para caminhar e passear com o cachorro. Ficou bem pior”, revela o estudante.

O responsável pelo Setor de Fiscalização de Posturas da Prefeitura de Marília, Juliano Bataglia, negou que os cortes tenham sido feitos de maneira inadequadas. Ele disse que as árvores do tipo Manguba foram plantadas de maneira irregular nos locais indicados, pois são de grande porte, inapropriadas para a área. Ele também afirmou que as equipes são orientadas por profissional da Secretaria de Meio Ambiente para o serviço.

“Na avenida Manoel Muller a gente já teve várias ocorrências em relação à fiação. São vários pedidos ali para a gente fazer a poda da árvore. A CPFL fez a parte dela e retirou da rede. Nós fizemos uma poda um pouco mais abaixo. Foi uma poda técnica, com auxilio técnico do engenheiro da Secretaria do Meio Ambiente, para termos um tempo a mais para manutenção da rede elétrica. O trabalho foi feito dentro da norma técnica”, relata Bataglia.

Trabalho realizado pela Prefeitura de Marília acabou com folhas de árvore (Foto: Divulgação)

Segundo a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), as podas de árvores são necessárias e devem ser realizadas periodicamente, sempre por profissionais habilitados a executar tais atividades.

Dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) revelaram que as podas foram responsáveis por oito mortes, por choque elétrico, em 2022, em todo o território nacional.

“É fundamental que campanhas de conscientização, como as realizadas pela CPFL Paulista, sigam alertando a população dos perigos envolvendo podas de árvores e a rede elétrica”, destaca o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia, Marcos Victor Lopes.

Além dos acidentes, serviços de podas mal executados podem provocar danos ao sistema elétrico dos municípios. As consequências mais comuns são curtos-circuitos, interrupções no fornecimento, desligamento da iluminação pública e comprometimento de sistemas de segurança. 

A CPFL afirma que a responsabilidade pelas ações de podas de árvores é das prefeituras e que a distribuidora atua somente em casos em que há riscos iminentes de acidentes com a população ou ao fornecimento de energia.

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