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Mesmo com redução de ICMS, diesel cai só R$ 0,05

Cidade
13 de julho de 2022

Redução significativa não foi verificada (Foto: Arquivo/MN)

A redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os combustíveis, de 25% para 18%, fez com que o valor da gasolina tivesse drástica queda em Marília, mas o mesmo não foi verificado com o diesel, que teve redução de apenas R$ 0,05, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis (ANP).

O preço do produto reflete diretamente no custo de todos os itens, inclusive, dos verificados nos supermercados, que permanecem com altos valores.

A alíquota de ICMS sobre o diesel praticada em São Paulo é de 13,3%, já abaixo do teto de 18% estipulado pela lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). O governo paulista congelou o imposto em R$ 0,66 por litro em novembro de 2021.

Enquanto o valor médio da gasolina, segundo a ANP, passou de R$ 6,85 para R$ 5,97 nas últimas duas semanas, com registros em vários postos do combustível sendo vendido por R$ 5,60, o mesmo não é verificado com o diesel.

O Ministério de Minas e Energia (MME) havia estimado que a redução do ICMS provocaria uma queda de R$ 0,13 em média no litro do diesel comum, mas segundo dados da ANP, o preço médio do combustível, caiu apenas R$ 0,05.

Na semana entre os dias 19 e 25 de junho, o preço médio era de R$ 7,52 em Marília. Depois disso, o valor subiu para R$ 7,61, com queda na última semana pesquisada, entre os dias 3 e 9 de julho, custando, em média, R$ 7,56. Foram pesquisados 13 postos de combustíveis sobre o preço da gasolina e sete para saber o preço do diesel.

Para o economista Benedito Goffredo, apenas a queda do ICMS não traz um grande reflexo para os preços dos combustíveis. O especialista afirma que enquanto a Petrobras seguir a paridade de preços, os valores sofrerão alterações com a variação cambial para mais ou para menos.

“A questão é que varia muito o preço do barril do petróleo. Não é só uma questão da incidência do ICMS. A própria incidência é maior na gasolina no que no diesel. Então não se sente o mesmo impacto na redução do ICMS para os dois. Também não adianta falar em autossuficiência de combustíveis, pois a economia não tem pátria. O valor da venda fala mais alto e o produtor procura sempre o melhor preço, aqui ou fora do país”, revela o economista.

Como o preço do diesel não teve redução significativa, os preços nos supermercados seguem tendência de alta, já que apesar da redução da gasolina e etanol, o transporte de produtos que fazem parte da cesta básica do brasileiro é feito pelo meio rodoviário, por veículos que utilizam o diesel como combustível.