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Marília tem falta de vacinas após problemas no fornecimento

Cidade
19 de setembro de 2019

A rede pública de saúde de Marília está com falta de ao menos três tipos de vacina. São elas a Pentavalente, Meningocócica C e a DTP.

A responsabilidade pelo fornecimento ao município é do Estado, que por sua vez recebe os imunobiológicos da Central de Armazenagem e Distribuição de Insumos Estratégicos (Cenadi), do Ministério da Saúde.

Ao município cabe fazer as aplicações e atualizar o Sistema Único de Saúde (SUS) sobre cobertura vacinal.

Em depoimento ao Marília Notícia o leitor do site Cezar Antonio Gomes Evangelista relatou a dificuldade que vem tendo para manter a carteira de vacinação de seu filho em dia.

“Eu tenho um filho de três meses. Procurei a vacina de meningite por toda a cidade, para dar para meu pequeno, e não obtive êxito. Entrei em contato com a Secretaria da Saúde de Marília e disseram que não tinham previsão para chegada”, disse Evangelista.

Dados do último dia 4 de setembro do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) mostram que a cobertura da Pentavalente é de 80,67% na cidade, da Meningococo C é de 85,54% e da DTP é de 80,86%.

Saiba mais

A Pentavalente garante a proteção contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo B, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta.

Como o próprio nome indica, a Meningocócica Conjulgada protege de doenças causadas pelo meningococo C (incluindo meningite e meningococcemia). Já a DTP protege contra difteria, tétano e coqueluche.

A reportagem do MN apurou que a expectativa é de que o fornecimento esteja totalmente normalizada apenas em novembro.

Estado e União

O site questionou tanto a Secretaria de Saúde do Estado, quanto o Ministério da Saúde sobre o problema.

Foi perguntado, por exemplo, sobre o motivo da falta. O Estado informou que apenas repassa as doses fornecidas pelo Governo Federal, que também se manifestou sobre o assunto, vejas os tópicos abaixo.

Meningocócica C

O Ministério da Saúde informou que enviou, até setembro de 2019, mais de 10 milhões de doses da vacina meningocócica C para todo o país.

“A vacina teve sua distribuição regularizada a partir de agosto, com atendimento integral da rotina, após um período de distribuição parcial, devido ao tempo em que o produto ficou em análise de qualidade pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)”, disse o Ministério.

“Para o estado de São Paulo, foram enviadas 2,1 milhões de doses da vacina, sendo 260 mil em setembro.  Vale ressaltar que o Calendário Nacional de Vacinação da Criança recomenda a vacinação contra meningites, causada pelo sorogrupo C, aos três e cinco meses de idade, sendo necessária uma dose de reforço aos 12 meses”, completou a pasta.

Pentavalente

O Ministério da Saúde informou que a vacina pentavalente adquirida por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foi reprovada em teste de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Por este motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde/OPAS, que pré-qualifica os laboratórios.

 “O Ministério da Saúde solicitou a reposição do fornecimento à Opas. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo”, segundo a resposta oficial.

“A compra de 6,6 milhões de doses começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. A previsão é que o abastecimento voltará à normalidade a partir de novembro. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde fará uma busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro para vaciná-las”, de acordo com o comunicado.

DTP

Sobre a DTP, neste ano, foram enviadas 2,4 milhões de doses aos estados, sendo mais de 441 mil ao estado de São Paulo, afirmou o órgão Federal.

“A distribuição foi reduzida devido a um problema de excursão de temperatura nas doses (variação de temperatura no transporte para o Brasil). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aguarda parecer da OPAS para avaliar a liberação do produto. Assim que as doses estiverem disponíveis, a distribuição será regularizada”, consta na nota.