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Estrela-Guia, a “novela da Sandy”, chega à Globoplay

Variedades
06 de julho de 2020

“Estrela-Guia”, novela das 6 lançada pela Globo em 2001, está disponível para assistir no Globoplay a partir desta segunda-feira, dia 6. A produção chamou atenção por trazer Sandy como protagonista, além de seu irmão, Junior, no elenco. Especulava-se na ocasião se Sandy poderia contar com regalias e privilégios em relação ao resto do elenco. “Não houve exigências, apenas defini dias e horários de gravação”, garantia a cantora. O único pedido assumido era de que a novela “não será esticada porque está estabelecido no contrato”. Em sua exibição original, entre 12 de março e 16 de junho de 2001, a trama teve apenas 83 capítulos.

Com 18 anos na ocasião, ela já vinha aparecendo como atriz no seriado Sandy e Junior. Dizia-se que os roteiristas do programa precisavam perguntar à cantora com quais atores toparia fazer uma cena romântica antes de o roteiro ser escrito.

No caso de “Estrela-Guia”, seu par romântico era Guilherme Fontes, 16 anos mais velho. Sandy garantia que não havia restrições de cenas. “Não, porque em novela das 6 não há esse tipo de perigo. Há beijo, mas eu dou beijo na boca na vida real, então, não tem problema (risos)”.

Apesar de algumas críticas por parte do público, Sandy era elogiada por Ulysses Cruz, diretor da novela junto com Denise Saraceni e Carlos Araújo. “Ela é uma artista e não somente uma cantora ou atriz. É aplicada, concentrada e entende de primeira o que se pede a ela. Dificilmente mexeremos na sensibilidade dela como ela mesma já mexe”, afirmava.

Polêmicas

À época, a direção da Globo chegou a solicitar que os humoristas do “Casseta e Planeta” “maneirassem” nas piadas envolvendo Sandy A paródia da novela das 6, que se chamaria “Estrela-Virgem”, teve seu nome mudado para “Estrela-Guria”.

Um produtor do “Casseta” garantia na ocasião que o programa tinha liberdade para brincar com quaisquer nomes da Globo e indicava que a orientação “foi para que a paródia de Estrela-Guia não girasse apenas em torno da cantora, mas de todo o elenco”.

Meses depois, o humorista Bussunda deu outra versão sobre o episódio com a cantora ao falar sobre o pedido da emissora para que o grupo não fizesse piada com os atentados terroristas de 11 de setembro, que tinham acabado de acontecer.

“Tudo foi conversado e não houve desacordo (sobre a restrição às piadas envolvendo as torres gêmeas). Foi bem diferente da história da Sandy, quando a Globo foi longe ao vetar o quadro”, criticou.

Boicote

Em abril de 2001, “Estrela-Guia” esteve entre produções citadas por pastores de Santa Catarina e Paraná, que promoviam um boicote à televisão em 1º de maio daquele ano. O grupo religioso divulgou um texto em que criticava as produções da Globo: “uma novela exalta o candomblé e o culto a Iemanjá (“Porto dos Milagres”). Outra, promove o esoterismo (“Estrela-Guia”).”

Havia críticas também a outras emissoras, citando “ratinhos e leões” (referência ao apresentador Ratinho e a Gilberto Barros, o ‘Leão’), além de “tiazinhas” e “feiticeiras” (personagens de Suzana Alves e Joana Prado no “Programa H”, de Luciano Huck).