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Você sabia que o HPV é fator de risco para o câncer de cabeça e pescoço?

Coluna
31 de agosto de 2021

É de conhecimento geral que, na maioria dos casos, o câncer de cabeça e pescoço se agrava, principalmente, quando os sintomas são negligenciados.

Ainda assim, além da descoberta e tratamento tardios, outros fatores de risco podem aumentar as chances de uma pessoa saudável desenvolver a forma mais grave doença.

Dentre estes fatores, está o consumo de álcool e o tabagismo, o que não é mais uma novidade. Contudo, o que poucos sabem é que a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) tem contribuído com o aumento na incidência desse tipo de tumor nos últimos anos. Já que hoje 5% de todos os cânceres são atribuídos ao vírus.

A infecção pelo HPV é um importante fator de risco especialmente por atingir a região da orofaringe, que engloba a base da língua, as amídalas e a parte lateral e posterior da garganta.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o Brasil registra cerca de 41 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço a cada ano.

Este é um número alarmante, principalmente, porque o HPV tem contribuído no crescimento da incidência dos tumores entre os jovens.

Desta forma, é importante pontuar que uma das formas de contágio por essa infecção, em ambos os sexos, é a prática do sexo oral desprotegido e de relações sexuais com múltiplos parceiros, uma vez que 59% da população não usa preservativo como medida de prevenção ao câncer e quase 30% desconhece a relação direta entre o uso e a redução do risco de desenvolver a doença.

Por ser de contágio altamente prevenível, é de se assustar que o Ministério da Saúde estima que cerca de 54,6% dos brasileiros entre 16 e 25 anos estão infectados com HPV e, em 38,4% deles, tratam-se dos subtipos de alto risco, associados a alguns tipos de câncer, como o de cabeça e pescoço.

As chances de desenvolver câncer de cabeça e pescoço podem ser consideravelmente reduzidas. Mas como?

  • Evitar o consumo de álcool;
  • evitar o uso de tabaco;
  • a higiene bucal deve sempre estar em dia.

Já o principal meio de evitar o contágio pelo HPV é o uso do preservativo nas relações sexuais, inclusive no sexo oral.

Outra forma indispensável para a prevenção contra de cabeça e pescoço, é a vacinação de meninos e meninas. Os pais devem estar atentos ao calendário de imunização.

O HPV pode afetar a pele e as membranas úmidas que recobrem certas partes do corpo em várias regiões, como:

  • boca e garganta;
  • ânus;
  • colo do útero;
  • pênis;
  • vagina;
  • vulva.

Apesar da vacinação ser um avanço ao fornecer proteção contra HPV, ainda existe um grande número de pessoas que não recebem a vacina e continuam, portanto, sem proteção.

Desta forma, é indispensável o acompanhamento médico. Qualquer sintoma recorrente de dor ou desconforto deve ser comunicado ao especialista.

Mais informações podem ser obtidas no CIOF do Hospital Beneficente Unimar, através dos telefones (14) 3306-2979 e (14) 2105-4697 ou no Instituto Multidisciplinar de Marília (INMULTI), pelo telefone (14) 3433-6198.

Até a próxima!

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Dr. Levy Figueiredo é médico-cirurgião especialista em cabeça e pescoço (CRM-SP 156210/RQE 81592)