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Saiba o que pode causar o câncer de boca e identifique os sintomas

Coluna
18 de junho de 2021

Dr. Levy Figueiredo é médico-cirurgião especialista em cabeça e pescoço (CRM-SP 156210 / RQE 81592)

Nenhum tipo de patologia que eventualmente venha a ser diagnosticada, mesmo em tempos de Covid-19, é tão assustadora quanto um tumor. O câncer, apesar de tratável na maioria dos casos, é uma doença que afeta toda família.

Entre os tipos de câncer, o de boca (também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral) preocupa um pouco mais.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que foram diagnosticados 15.190 tumores de boca no país em 2020. Destes, 11.180 em homens e 4.010 em mulheres.

O número de mortes choca ainda mais. De acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer, em 2019, foram registrados 6.605 óbitos em decorrência da doença, sendo 5.120 em pessoas do gênero masculino e 1.485 do gênero feminino.

O câncer da boca é um tumor maligno que afeta lábios e outras estruturas, como gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua.

O diagnóstico é mais comum em homens acima dos 40 anos. Neste público, inclusive, o tumor é o quarto mais frequente nos moradores da região Sudeste. E, infelizmente, a maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados.

FIQUE ALERTA

Por isso, para a cura é imprescindível a detecção precoce da doença. É preciso estar atento ao surgimento de qualquer sinal de alerta.

Diante de alguma lesão que não cicatrize em um prazo máximo de 15 dias deve-se procurar um profissional de saúde, para a realização do exame completo da boca.

É importante lembrar que os fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas são pessoas com maior risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Por isso, devem ter cuidado redobrado.

O diagnóstico do câncer de cavidade oral normalmente pode ser feito com o exame clínico (visual), mas a confirmação depende da biópsia.

Além do tabagismo e do consumo regular de bebidas alcoólicas, alguns fatores de risco podem ser:

  • exposição ao sol sem proteção;
  • excesso de gordura corporal;
  • exposição a óleo de corte, amianto, poeira de madeira, de couro, de cimento, de cereais, têxtil, formaldeído, sílica, fuligem de carvão, solventes orgânicos e agrotóxico;
  • infecção pelo vírus HPV.

A prevenção, em tese, é simples – seguir as regras básicas para uma vida saudável:

  • não fumar;
  • evitar o consumo em excesso de bebidas alcoólicas;
  • ter alimentação rica em frutas verduras e legumes;
  • manter boa higiene bucal;
  • usar preservativo (camisinha) na prática do sexo oral.

PERCEBA OS SINAIS

Dentre os sintomas mais evidentes que podem ser observados em caso de suspeita estão as feridas na cavidade oral ou nos lábios com duração de mais de 15 dias, que podem apresentar sangramentos e estejam crescendo; manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas; nódulos (caroços) no pescoço e rouquidão persistente.

Nos casos mais avançados, é possível notar certa dificuldade de mastigação e de engolir; dificuldade na fala; sensação de que há algo preso na garganta; e dificuldade para movimentar a língua.

Por isso, é importante ficar atento a esses sinais e às mudanças na coloração ou aspecto da sua boca. No caso de anormalidades, lembre-se de procurar sempre o profissional apropriado para o diagnóstico e tratamento médico. Até a próxima!

Informações podem ser obtidas no CIOF do Hospital Beneficente Unimar, através dos telefones (14) 3306-2979 e (14) 2105-4697, ou no INMULTI – Instituto Multidisciplinar de Marília, pelo telefone (14) 3433-6198.

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Dr. Levy Figueiredo é médico-cirurgião especialista em cabeça e pescoço (CRM-SP 156210 / RQE 81592)