Idoso de 83 anos, preso em Gália, morre e polícia apura relato de agressão
A Polícia Civil do Estado de São Paulo investiga a morte de um detento de 83 anos da Penitenciária II de Gália, após informações sobre possível agressão dentro da unidade prisional. O caso, registrado nesta segunda-feira (26), é apurado como “morte suspeita”.
O idoso foi levado ao Hospital das Clínicas (HC) de Marília em 15 de maio, onde permaneceu internado por 11 dias.
De acordo com a comunicação encaminhada pelo hospital à polícia, ele deu entrada na unidade socorrido pelo Samu. O registro policial aponta que agentes penitenciários — atualmente chamados de policiais penais — teriam relatado um histórico de agressão envolvendo o preso.
O diagnóstico principal na entrada do paciente teria sido broncopneumonia não especificada. A idade avançada da vítima chamou a atenção para o caso. A polícia também apura se um eventual episódio de violência foi comunicado de forma adequada.
Morte de idosos
A morte ocorreu menos de uma semana após outro detento da mesma unidade, de 89 anos, também ter o óbito confirmado. Diferentemente do novo caso, o histórico médico apontou broncopneumonia aspirativa, associada a engasgo e complicações causadas pelo diabetes.
Na ocasião, a Polícia Civil reiterou que o registro policial é um procedimento padrão em casos de morte sob custódia do Estado.
A Penitenciária II de Gália é conhecida por abrigar, majoritariamente, presos idosos e com comorbidades. A unidade recebe detentos de diversas regiões do Estado e, em geral, concentra homens condenados por crimes sexuais.
Agora, além das questões ligadas ao envelhecimento e à fragilidade clínica da população carcerária, a nova ocorrência levanta questionamentos sobre as circunstâncias que antecederam a morte do segundo preso.