MN Logo

12 anos. Mais de 101 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Brasil e Mundo
sex. 22 mar. 2024
tributação

Haddad quer diminuir número de projetos para regulamentação da reforma tributária

Proposta é juntar em um único projeto de lei complementar as normas do Imposto Seletivo e CBS e IBS.
por Folhapress

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer reduzir o número de projetos que serão encaminhados ao Congresso Nacional para a regulamentação da reforma tributária.

A proposta é juntar em um único projeto de lei complementar as normas do Imposto Seletivo e dos dois novos tributos que serão criados, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) federal e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de estados e municípios.

O segundo projeto agruparia a regulamentação do Comitê Gestor do IBS e as novas regras para regular o chamado processo administrativo fiscal, que trata dos contenciosos entre os contribuintes com os fiscos. Ou seja, o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

A proposta inicial era enviar os quatro temas em projetos em separado, mas Haddad já sinalizou à equipe do Ministério da Fazenda que pode juntar as propostas em dois projetos para facilitar a tramitação, segundo auxiliares do ministro ouvidos pela reportagem.

Para alguns integrantes do Ministério da Fazenda, colocar no mesmo texto os tributos sendo criados faz sentido porque o Imposto Seletivo (mais conhecido como imposto do pecado) está conectado com a CBS.

Os dois serão cobrados pelo governo federal. Se a carga tributária do Imposto Seletivo for maior, a da CBS poderá ser menor e vice-versa. Isso porque a reforma tem como princípio a neutralidade em relação à carga atual.

Um terceiro projeto de lei, ordinário (que exige quórum simples para aprovação), deverá ser enviado para regulamentar o FNDR (Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional).

Nesse caso, o texto é considerado muito simples porque a emenda constitucional da reforma já tratou da divisão entre os estados dos recursos do fundo, que será bancado pelo governo federal para financiar investimentos nas regiões menos desenvolvidas do país.

O martelo ainda não foi batido e depende de negociação com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que, na terça-feira (19), instou Haddad publicamente a enviar logo os projetos para a definição dos relatores.

Em jantar com a FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo), Lira voltou a fazer as cobranças e defendeu a aprovação no primeiro semestre.

Lira e Haddad ficaram de acertar o cronograma de votação, que ainda não foi divulgado. Há dúvidas entre aliados do presidente Lira sobre a capacidade de o Ministério da Fazenda entregar os projetos no início de abril, como se pensou inicialmente.

O prazo de envio, que tem sido comentado no Congresso, é maio, porque as propostas ainda têm que passar pelo crivo das áreas jurídicas.

No Ministério da Fazenda, a informação é que os canais jurídicos já estão acompanhando ou serão convidados a acompanhar a discussão sobre os textos antes de seu envio formal. A proposta é agilizar os processos com esse procedimento.

Lira quer aprovar a regulamentação da reforma no primeiro semestre, em junho, aproveitando a janela de votação antes que o calendário das eleições municipais atrapalhe a tramitação.

O risco de a votação enfrentar mais dificuldades após as eleições municipais, período já próximo da corrida eleitoral para a presidência da Câmara e do Senado, é apontado como mais elevado.

A informação publicada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, de que integrantes do governo Lula têm dito que não há necessidade de os projetos de lei serem aprovados em 2024, em razão da agenda legislativa lotada deste ano e do aperto do calendário por causa da eleição municipal, acendeu a luz amarela para essas movimentações de bastidores em Brasília.

Preocupado com a possibilidade de o clima de ceticismo com a regulamentação ganhar corpo, o próprio ministro disse à coluna, nesta quinta-feira (21), que é prioridade para o governo a aprovação da regulamentação ainda em 2024.

A comissão de sistematização, criada pela Fazenda sintetizar as propostas e definir o escopo geral dos projetos a serem apresentados ao ministro Haddad, ainda não recebeu as propostas de todos os 19 grupos. A comissão é coordenada pelo secretário extraordinário de Reforma Tributária, Bernard Appy. Os seus integrantes assinaram termo de confidencialidade para integrar a comissão.

O prazo para envio das propostas à comissão era dia 15. Alguns dos grupos estão tendo debates mais acalorados e não chegaram a consenso.

Um deles é o que trata das regras para a Zona Franca de Manaus e da forma de operacionalização dos créditos tributários dos novos impostos via o sistema split payment –o valor do imposto é recolhido automaticamente. E o crédito do imposto para o fornecedor vai direto para ele.

Ou seja: pelo mecanismo, o banco separa, já na hora do pagamento, o imposto para os cofres dos governos (federal, estadual e municipal) e o valor destinado para quem forneceu o bem ou serviço. Mas a regulamentação mais polêmica tem sido a do Imposto Seletivo.

Pessoas que participam das discussões no Ministério da Fazenda informaram à reportagem que o objetivo é mandar o quanto antes os projetos, já na primeira quinzena de abril. O clima é de exaustão, com os técnicos trabalhando todos os dias até a madrugada para concluir os trabalhos.

As propostas dos grupos de trabalho deverão ser concluídas nesta semana. Para itens que eventualmente não tenham alcançado consenso, o dissenso será explicitado e caberá à comissão sistematizadora decidir. Se a comissão também não alcançar consenso, será adotado o mesmo procedimento. Ou seja, a palavra final será de Haddad.

No Congresso, já foram protocolados dois projetos que tratam da regulamentação da reforma preparados pelos grupos paralelos criados pela FPE –um deles sobre o Imposto Seletivo. Segundo o diretor da FPE, João Henrique Hummel, que organizou os grupos, o próximo projeto a ser apresentado será para a definição dos produtos da cesta básica, que serão desonerados. “O Congresso terá protagonismo na regulamentação”, disse. Para ele, caberá a Lira decidir se os projetos dos parlamentares serão apensados ao do governo.

O tributarista Luiz Bichara, que tem participado das discussões e foi ouvido pelos grupos de trabalho, disse temer pelo açodamento da votação. “Há uma preocupação enorme com o Imposto Seletivo”, afirmou.

“Não podemos nos distanciar da premissa de que só se pode tributar itens prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, cujo consumo se pretenda desincentivar. Então agora o Brasil quer desincentivar a mineração e a extração de petróleo? Ninguém está preocupado com a balança comercial?”, questionou.

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Pedestres acionam a PM e salvam professora de agressões em via pública
  • 2
    Homem acusa a companheira de trocar fotos íntimas, arremessa copo e acaba preso
  • 3
    Roubo à casa de empresários mira joias e termina com dois presos na região
  • 4
    Vereador declara pobreza e é denunciado por falsidade ideológica em Vera Cruz

Escolhas do editor

PREVIDÊNCIA MUNICIPAL
Vinicius volta a parcelar dívida com o Ipremm e débito chega a R$ 1 bilhãoVinicius volta a parcelar dívida com o Ipremm e débito chega a R$ 1 bilhão
Vinicius volta a parcelar dívida com o Ipremm e débito chega a R$ 1 bilhão
JUSTIÇA
Vereador declara pobreza e é denunciado por falsidade ideológica em Vera CruzVereador declara pobreza e é denunciado por falsidade ideológica em Vera Cruz
Vereador declara pobreza e é denunciado por falsidade ideológica em Vera Cruz
COMÉRCIO EXTERIOR
Balança comercial reverte resultado positivo e encerra 2025 com déficitBalança comercial reverte resultado positivo e encerra 2025 com déficit
Balança comercial reverte resultado positivo e encerra 2025 com déficit
EMPREGO
Marília fecha 2025 com mais de 71,4 mil postos de trabalho formalMarília fecha 2025 com mais de 71,4 mil postos de trabalho formal
Marília fecha 2025 com mais de 71,4 mil postos de trabalho formal

Últimas notícias

Roubo à casa de empresários mira joias e termina com dois presos na região
BC confirma corte da Selic em março, mas manterá juros restritivos
Vinicius volta a parcelar dívida com o Ipremm e débito chega a R$ 1 bilhão
Vereador declara pobreza e é denunciado por falsidade ideológica em Vera Cruz

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie