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Greve dos Correios deve interferir nas entregas em Marília

Cidade
12 de setembro de 2019

Parte dos funcionários dos Correios de Marília em greve nesta quarta-feira (11) (Foto: Divulgação)

Os setores de distribuição dos Correios em Marília estão com até 60% de seus servidores paralisados em adesão à greve da categoria, segundo o sindicato que os representa. A situação vai atrasar entregas na cidade e também em outros locais.

A paralisação foi iniciada nesta quarta-feira (11). Marília conta com dois centros de distribuição da empresa, que estão sendo principalmente afetados.

A informação nas unidades locais é de que alguns tipos de despachos de produtos podem ser feitos normalmente, mas os prazos para entrega não estão garantidos.

Na manhã desta quinta-feira (12) os Correios decidiram suspender temporariamente as postagens de serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje).

Entenda

Os trabalhadores afirmam que o objetivo da mobilização é impedir a redução de salários e benefícios, bem como marcar posição contra a privatização dos Correios.

Benefícios estariam ameaçados de corte. Outra pauta é a recomposição inflacionária. Em julho o site noticiou articulações dos sindicatos e a possibilidade de greve.

Agora a empresa disse ao Marília Notícia por meio de nota que está “executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade”.

“Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nas quais foram apresentadas a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões”, disse a empresa.

Os sindicatos, no entanto, “apresentaram reivindicações que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”, segundo os Correios.

“Na expectativa de uma solução que não comprometa ainda mais a situação financeira dos Correios, a empresa entrou, nesta quarta-feira (11), com dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Agora, a corte irá avaliar o processo de negociação, ouvindo as partes, e o relator produzirá um voto que será analisado por um colegiado do tribunal, em sessão a ser posteriormente agendada”, consta na nota.