Empresa denuncia suposto esquema de emissão de atestados falsos em Marília
Denúncia sobre o uso de atestados médicos supostamente falsos, apresentados por colaboradores de uma mesma empresa em Marília, será apurada pela Polícia Civil. O caso envolve documentos atribuídos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona sul, que apresentam indícios de falsificação.
O alerta partiu de uma empresa prestadora de serviços à Prefeitura de Marília, com grande número de trabalhadores nas áreas de serviços urbanos. Não há número exato de impressões entregues.
O escritório da empreiteira desconfiou das declarações recebidas entre os dias 9 e 10 de abril. Um levantamento interno indicou que o uso dos documentos foi recorrente e pode envolver outras pessoas.
Nesta segunda-feira (13), um representante da empresa procurou a polícia e apresentou os atestados com suspeita de falsidade.
Segundo o registro, após a denúncia interna, a empresa ampliou a apuração e realizou verificação junto à administração da UPA. Foi constatado que os atestados apresentados não constavam nos registros da unidade de saúde.
A suspeita é de que os documentos tenham sido “fabricados” e adquiridos por funcionários que os apresentaram ao setor de Recursos Humanos. Há indícios, ainda, de venda dos atestados em um estabelecimento que oferece serviços de acesso à internet e fotocópias na cidade.
A ocorrência foi registrada como uso de documento falso e falsidade ideológica. A autoria ainda é desconhecida, mas, com base nos indícios, a polícia busca identificar os responsáveis.
ABHU cria barreira
A Associação Beneficente Hospital Unimar (ABHU), gestora das UPAs esclareceu que documentos clínicos e atestados emitidos em suas unidades utilizam um sistema de atestados digitais com certificação ICP-Brasil. Todo documento emitido possui um QR Code e um Token de verificação exclusivo.
“Todos os atestados emitidos nas Unidades, bem como no Hospital Beneficente Unimar (HBU) podem ser verificados em nossa página. A veracidade de qualquer documento está disponível através do endereço oficial”
Nota explica que a emissão de documentos manuais ocorre apenas em situações excepcionais de instabilidade técnica do sistema, sendo uma prática rara e rigorosamente controlada. “Mesmo assim, os documentos contêm carimbo e assinatura do médico, nunca de forma impressa”.
“A ABHU reitera que a falsificação de documentos públicos é crime. Caso identificada qualquer irregularidade, a instituição colaborará integralmente com as autoridades policiais para a identificação e responsabilização dos envolvidos”.
A diretoria da ABHU informou que permanece à disposição para orientar a comunidade e empresas sobre o uso das ferramentas de validação.