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Deputado ‘radical’ é indicado pelo MBL à Prefeitura de SP

Política
16 de novembro de 2019

Mesmo sem ter certeza de que terá uma legenda para lançar um nome, o Movimento Brasil Livre (MBL) indicou ontem, 15, durante o seu 5.º Congresso Nacional, em São Paulo, o deputado estadual Arthur do Val (DEM-SP) como pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. O parlamentar é conhecido por seu canal no YouTube, o “Mamãe Falei”.

Apesar da indicação do MBL, o deputado do DEM encontra resistência dentro de sua própria legenda. Arthur já deu declarações públicas de que pode deixar o partido – ele tem mantido contato com outras siglas.

A escolha de Arthur vai na contramão do discurso recente adotado pelo MBL, de baixar o tom para tentar se distanciar da polarização política do País. O movimento até convidou para o congresso dois deputados de esquerda, Orlando Silva (PC do B) e Arlindo Chinaglia (PT), que disseram não poder participar do encontro. Os dois fariam parte de uma mesa de debate que discutiria propostas para uma reforma política. Orlando afirmou que acompanharia o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em uma agenda fora do Brasil, enquanto o petista disse estar com pneumonia.

No congresso de ontem, o MBL também decidiu que pretende indicar mais candidatos, sem priorizar capitais. Atualmente, o movimento tem representação em pelo menos 220 municípios. “Vamos participar de algumas eleições. Participaremos em São Paulo para demonstrar que acreditamos num modelo”, afirmou o coordenador nacional do movimento, Renan Santos.

Ataques

O tom conciliador foi esquecido por Arthur. Ele atacou, com ironias, todos os possíveis adversários. “Com todo respeito, mas qual a história de (Bruno) Covas? Do (Fernando) Haddad eu me recuso a falar”, disse. Ele criticou ainda os deputados federais Marco Feliciano (Podemos) e Joice Hasselmann (PSL) e o ex-governador Márcio França (PSB). “Feliciano está querendo. Qual o legado desse cara? Ganhar dinheiro de fiel? Temos França. Saiu da Baixada Santista para vir para cá. Por que não fica na sua região?” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.