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Celebração de Guga é eleita a ‘mais icônica do tênis’

Esportes
04 de maio de 2022

A celebração feita pelo ex-tenista Gustavo Kuerten nas oitavas de final de Roland Garros em 2001 é um momento que ficou marcado na memória de muitos fãs do esporte em todo o mundo. Mais do que isso, agora também é a comemoração mais icônica da história do tênis, de acordo com o resultado de uma votação popular promovida pelo Hall da Fama do Tênis.

A imagem de Guga desenhando um coração com sua raquete sobre o saibro e se deitando no desenho, há mais de 20 anos, é lembrada até hoje. Três jogos depois de protagonizar sua declaração de amor ao torneio de Roland Garros, o brasileiro levantou o troféu do Grand Slam francês pela terceira vez.

O ato do brasileiro foi o vencedor na categoria “Comemoração Mais Icônica” da votação do Hall da Fama. Para isso, superou celebrações de nomes como Billie Jean King, Jimmy Connors, Pat Cash, Kim Clijsters, Petr Korda e Jim Courier, além do time da Sérvia na Copa Davis de 2010.

Guga também concorria na categoria “A Melhor História de Cinderela”, por causa de sua segunda participação na chave principal de Roland Garros, em 1997. Na ocasião, era apenas o 66º do ranking da ATP, mas superou ex-campeões e favoritos para faturar seu primeiro título de Grand Slam da carreira. Até hoje, é o tenista com o pior ranking a conquistar tal título.

Nesta categoria, referente às trajetórias inesquecíveis de tenistas, a vencedora foi a jovem Emma Raducanu, que se tornou, aos 18 anos, a primeira tenista britânica a vencer o US Open desde Virginia Wade, campeã em 1968. Em outra votação, a rivalidade entre Novak Djokovic, Roger Federer e Rafael Nadal foi escolhida como a “Mais Épica” da história.

Nadal também venceu a categoria “Maior reviravolta em uma partida” por sua vitória sobre Daniil Medvedev na final do Aberto da Austrália desta temporada. O título de Wimbledon conquistado por Andy Murray em 2011 foi o momento ganhador do prêmio “Orgulho Nacional”, categoria da qual a lenda Maria Esther Bueno participava.

A ex-tenista brasileira, falecida em 2018, concorria pela homenagem que recebeu após os títulos de Wimbledon e o US National (que mais tarde daria origem ao US Open) de 1959. Suas conquistas haviam sido simbolizadas num selo postal.