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ter. 25 jun. 2024
OPINIÃO
GABRIEL TEDDE

Jornalismo e a realidade dos cliques

Qual é a lógica de manchetes sensacionalistas? Eu te explico, mas leia até o final.
por Gabriel Tedde

Ontem, o Marília Notícia publicou uma notícia sobre a Festa das Cerejeiras, destacando a dupla que abriria o evento, mencionando que um dos cantores havia feito uma cirurgia para aumento peniano. A manchete gerou críticas imediatas.

É comum também que as pessoas reclamem que o jornal forneça somente uma parte das notícias no Instagram, ‘forçando’ os leitores a acessarem o site para o conteúdo completo. Respeitamos as críticas, mas elas são feitas na maioria das vezes por quem não entende como funciona um jornal nos tempos atuais.

Para entender, é crucial que todos saibam e assimilem isso logo de cara: fazer jornalismo custa caro. Jornalista não trabalha de graça. O Marília Notícia produz muitas matérias sérias, investiga corrupção, finanças públicas, atos das prefeituras da região, comportamento, entre outros temas importantes.

Exemplo recente, para ficar em Garça, terra da Festa das Cerejeiras, é a reportagem que mostra a explosão da dívida pública do Executivo municipal da cidade vizinha.

Esse tipo de matéria, importantíssima, demanda muito tempo e dinheiro para ser produzida e, modéstia à parte, muitas vezes não é encontrada em outros jornais de Marília e região.

Dado que o jornalismo custa caro, como sustentar uma redação hoje? As pessoas não pagam mais por assinaturas, pois estão acostumadas a receber informações (entre elas muitas fake news) gratuitamente e de forma imediata. A maioria dos jornais hoje depende quase exclusivamente da receita de publicidade, que só é viável quando a audiência é alta e há muitos cliques.

Às vezes, ouço a crítica: “tudo por like, tudo por clique”. Olha, nem tudo, mas quase tudo. Afinal, sem os cliques, o site fecha. Sem cliques, não há audiência; sem audiência não há anunciantes; sem anunciantes, não há receita; e sem receita, não há jornal. É simples assim.

Para efeito de comparação, dias antes publicamos uma matéria sobre a abertura da Festa das Cerejeiras que não alcançou 100 cliques. O mesmo tema, abordado de forma ‘sensacionalista’, teve quase 10 mil cliques em apenas uma hora. Mesmo tema e basicamente o mesmo conteúdo, só mudando o título e chamada.

Reconheço que talvez tenhamos passado do limite nesse caso de ontem, mas infelizmente essa é a lógica do mercado. Enquanto 100 criticam publicamente, 9900 acessam a notícia sem dizer nada e se divertem com o conteúdo. Essa audiência que no fim das contas custeia o serviço ‘sério’ do jornal, o qual muitos pedem e poucos acessam.

O jornalismo de qualidade precisa de apoio, compreensão e, sim, de cliques. Ou você acha fácil garantir a sustentabilidade financeira em tempos de redes sociais com seu lixo diário?

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