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Acusado de matar jovem em Bariri não irá a júri popular

Regional
14 de outubro de 2019

Laudo apontou que Mariana foi estuprada (Foto: Arquivo Pessoal)

Rodrigo Pereira Alves, de 37 anos, acusado de estuprar e matar a universitária Mariana Forti Bazza, de 19 anos em Bariri (distante 177 quilômetros de Marília) será julgado pela Justiça Comum e não irá a júri popular.

Isso ocorre porque segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) e aceita pela Justiça, o principal crime cometido por ele foi o de latrocínio, que não se enquadra nos crimes dolosos contra a vida que preveem o Tribunal do Júri.

A divulgação do laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara na semana passada apontou que a universitária foi estuprada antes de ser morta.

O documento consta na denúncia do MP que foi encaminhada à Justiça contra Rodrigo, acusado do crime.

A denúncia acusa Rodrigo de estupro, latrocínio e ocultação de cadáver e foi aceita pela Justiça na última quinta-feira (10).

Segundo o MP, ele teria atraído a jovem para a chácara com a promessa de consertar o pneu do carro, que ele mesmo esvaziou.

Rodrigo ameaçou Mariana com uma faca e usou pedaços da blusa dela para vendá-la e amordaçá-la. Conforme o laudo, a jovem foi morta ainda na chácara, asfixiada com um pedaço de sua própria blusa.

Em seguida, Rodrigo roubou o carro, a carteira com documentos pessoais, R$ 110 em dinheiro, o celular dela e uma caixa de som do veículo.

O MP afirma que há provas da materialidade do crime e de autoria que implicam Rodrigo e ressalta que o acusado é multireincidente, já que ele cumpriu pena de 16 anos por crime de roubo, sequestro, extorsão e latrocínio tentado. Ele havia saído da cadeia aproximadamente 30 dias antes do crime.

Mariana tirou uma foto do suspeito enquanto ele trocava o pneu do carro (Foto: Arquivo Pessoal)

Entenda

Mariana desapareceu no dia 24 de setembro depois sair de uma academia em Bariri (distante 177 quilômetros de Marília). A polícia prendeu no mesmo dia o suspeito Rodrigo Alves Pereira que ofereceu ajuda para trocar o pneu do carro da vítima. O corpo dela foi encontrado no dia seguinte.

O suspeito foi identificado pelas câmeras de segurança da região onde fica a academia. Ele aparece conversando com a universitária e oferece ajuda para trocar o pneu do carro dela.

Nas imagens da academia de onde a jovem havia saído, é possível ver que os dois conversam durante alguns segundos. Logo em seguida o homem atravessa a rua, enquanto Mariana entra no carro e dá a volta na avenida até entrar em uma chácara, onde o rapaz fez a troca do pneu.

A câmera também registrou o momento em que o carro da jovem deixa o terreno, aproximadamente uma hora depois.

Mariana chegou a fotografar Rodrigo tentando trocar o pneu e encaminhou a foto a um familiar.

Após identificar o suspeito que aparece nas imagens, a polícia realizou buscas e encontrou o suspeito em Itápolis, escondido no telhado de uma casa.

A localização foi possível após a quebra de sigilo telefônico. A polícia conseguiu descobrir que ele estava na casa de familiares, mas quando uma equipe chegou ao local, o suspeito fugiu.

Foram feitas buscas na região e ele acabou encontrado deitado no telhado de uma casa nas redondezas. Rodrigo foi ouvido, mas a princípio negou envolvimento no desaparecimento de Mariana.

Ele era o principal suspeito devido ao fato de não saber explicar porque o carro da vítima estava em Itápolis.

O corpo dela foi encontrado no dia 25 de setembro em uma área de canavial, em Cambaratiba, distrito de Ibitinga, (distante 158 quilômetros de Marília) cidade próxima de Bariri. Ela estava amarrada e amordaçada. Rodrigo levou os policiais até o local onde escondeu o corpo.

Após passar por audiência de custódia, no Fórum de Jaú, ele teve a prisão preventiva decretada e foi recolhido no CDP de Bauru.

Rodrigo teria negado ter matado e abusado sexualmente da universitária e afirmou que houve a participação de uma segunda pessoa no crime. Porém, a polícia considera essa versão fantasiosa.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara aponta que a universitária que foi encontrada morta depois de ficar um dia desaparecida, foi assassinada por asfixia mecânica causada por estrangulamento.

Em um vídeo de câmera de segurança Rodrigo aparece encostado no carro da Mariana às 7h51. O carro está estacionado próximo à academia quando a jovem ainda estava no local.

O vídeo mostra que Rodrigo sai da chácara, atravessa a avenida e encosta no carro da vítima. Ele fica ali por alguns minutos.