HBU realiza cirurgia a laser para tratar obstrução causada por aumento da próstata

O Hospital Beneficente Unimar (HBU) realizou um procedimento de enucleação prostática a laser para tratar a hiperplasia prostática benigna (HPB), conhecida como aumento da próstata. A técnica é feita por via endoscópica, pelo canal da uretra, sem cortes externos, e permite retirar o tecido responsável pela obstrução urinária.
Segundo o HBU, o procedimento amplia a oferta de técnicas minimamente invasivas para o tratamento da HPB. Durante a cirurgia, o laser é utilizado para separar o tecido prostático aumentado da cápsula da próstata. O material retirado pode ser encaminhado para análise anatomopatológica.
A técnica pode ser utilizada inclusive em pacientes com próstatas de grande volume. Entre os benefícios apontados estão a ausência de incisões externas, menor risco de sangramento em comparação com algumas técnicas tradicionais, recuperação mais rápida e menor possibilidade de uma nova intervenção em razão do crescimento do tecido obstrutivo.

O urologista Lucas Sadawo Chagas Takikawa, especialista em tratamentos urológicos minimamente invasivos, afirma que a técnica modifica o tratamento cirúrgico do aumento benigno da próstata.
“Essa cirurgia está mudando a maneira como tratamos a hiperplasia prostática benigna, que é o aumento da próstata. Com ela, conseguimos entrar pelo canal, sem fazer incisões, remover uma grande quantidade de tecido e promover uma grande desobstrução do canal, garantindo uma qualidade de vida muito boa para os pacientes”, destaca.
Takikawa é formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, fez residência em Urologia pelo Hospital das Clínicas de Marília e fellowship em Urologia Oncológica, Cirurgia Robótica e Laparoscopia pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Rio de Janeiro. Segundo o HBU, ele também tem formação específica em enucleação prostática a laser no exterior e atua como proctor, ou instrutor, da técnica.
Procedimento também tratou cálculos
No procedimento realizado no HBU, o paciente também apresentava cálculos na bexiga, condição que pode estar relacionada à dificuldade de esvaziamento provocada pela obstrução urinária. A equipe realizou o tratamento dos dois problemas durante a mesma cirurgia.
“Esse paciente específico que estamos operando também tem pedra, tem cálculo na bexiga, decorrente da obstrução que a próstata está causando no canal da urina. Com essa mesma técnica, conseguimos também resolver a parte das pedras, dos cálculos. Então, com a mesma cirurgia que possui alta tecnologia e técnica avançadas, conseguimos resolver diferentes problemas e trazer benefícios aos pacientes”, complementa Takikawa.
O urologista Adelino Toshiro Takikawa, com mais de 30 anos de atuação na área e membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, explica que a enucleação permite retirar uma quantidade maior do tecido responsável pela obstrução.
“O laser faz uma enucleação. A parte da glândula prostática responsável pela obstrução é removida em grande quantidade. Dessa forma, ao removermos mais tecido, conseguimos uma desobstrução importante e diminuímos a possibilidade de recidiva da obstrução”, explica.
Segundo Adelino, a técnica também permite preservar a cápsula prostática e encaminhar o tecido retirado para análise. “Na enucleação, o objetivo é retirar o adenoma, que é a região aumentada que comprime a uretra, assim, preservando a cápsula prostática. Por retirar de maneira ampla o tecido causador da obstrução, a técnica apresenta resultados duradouros e menor probabilidade de necessidade de uma nova cirurgia em comparação com algumas abordagens convencionais. O procedimento, entretanto, é destinado ao tratamento da hiperplasia prostática benigna e da obstrução urinária, não substituindo o acompanhamento preventivo e os exames indicados para detecção do câncer de próstata”, explica.
Sintomas
A hiperplasia prostática benigna é uma condição frequente, principalmente com o avanço da idade. De acordo com as informações do HBU, o aumento da próstata pode causar jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e necessidade de urinar várias vezes durante o dia ou à noite.
Em casos mais avançados, a obstrução pode levar à retenção urinária, infecções e formação de cálculos na bexiga. A superintendente do HBU, Márcia Mesquita Serva, afirma que a realização do procedimento faz parte dos investimentos do hospital em tecnologia e qualificação profissional.
“Temos investido continuamente em estrutura, tecnologia e na qualificação de nossas equipes para ampliar as possibilidades de tratamento oferecidas aos pacientes. A realização de procedimentos menos invasivos representa um avanço importante, porque une segurança, precisão e melhores condições de recuperação. Nosso objetivo é sempre proporcionar uma assistência de excelência, com foco na qualidade de vida e no cuidado integral de cada paciente”, destaca.