Loteamentos vazios mais que dobram e puxam expansão urbana de Marília
Marília ampliou em 2,15 quilômetros quadrados (km²) a área urbanizada entre 2019 e 2022, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mancha estritamente urbanizada passou de 69,09 km² para 71,24 km² no período, crescimento de 3,11%. A expansão ocorreu com o adensamento de bairros existentes e a abertura de novos loteamentos.
O levantamento intitulado Áreas Urbanizadas do Brasil, elaborado pelo IBGE a partir da interpretação de imagens de satélite de alta resolução, mostra que as áreas densas, formadas pela concentração contínua de edificações e vias pavimentadas, cresceram de 51,51 km² para 53,08 km². O aumento foi de 1,57 km².
As áreas pouco densas, caracterizadas por construções mais espaçadas e regiões periféricas, também avançaram. Segundo o IBGE, passaram de 17,59 km² em 2019 para 18,72 km² em 2022, acréscimo de 1,13 km².
O maior avanço proporcional ocorreu nos loteamentos vazios, áreas já demarcadas e com arruamento destinadas à expansão urbana. A categoria passou de 1,22 km² para 2,63 km² em três anos, alta de 115,5%.
Considerando a área urbanizada, equipamentos urbanos, como cemitérios e estações de tratamento, e os loteamentos vazios, a mancha mapeada em Marília chegou a 74,43 km² em 2022. Em 2019, esse total era de 70,32 km².
Ao incluir equipamentos urbanos e vazios intraurbanos, a área com características urbanas chegou a 71,81 km² em 2022, equivalente a cerca de 6,13% dos 1.170,52 km² do território municipal.
Cenário nacional
Em todo o país, o IBGE identificou 48,8 mil km² de áreas urbanizadas em 2022. O levantamento também registrou 1,6 mil km² de outros equipamentos urbanos, 503 km² de vazios intraurbanos, como parques e lagoas, e 2,9 mil km² de loteamentos vazios.
As áreas densas representavam 70,66% do total mapeado no Brasil, enquanto as pouco densas correspondiam a 23,88% e os loteamentos vazios, a 5,46%.
Segundo o IBGE, a comparação temporal direta da pesquisa está restrita a 2019 e 2022 em razão dos critérios metodológicos utilizados na interpretação das imagens de satélite.