Marília tem quase seis afastamentos de servidores por dia por saúde mental

Os servidores públicos municipais de Marília tiveram, em média, quase seis registros de afastamento ou licença relacionados à saúde mental por dia entre janeiro e julho de 2026.
Ao todo, a Prefeitura contabilizou 1.246 lançamentos no período, segundo dados da Secretaria Municipal da Administração obtidos pelo Marília Notícia.
Considerando os 212 dias entre janeiro e julho, a média é de aproximadamente 5,9 lançamentos por dia. O número de lançamentos não corresponde necessariamente à quantidade de servidores ou de episódios distintos de afastamento, já que um mesmo funcionário pode ter mais de um registro no período.
Segundo a Prefeitura, 445 servidores tiveram afastamentos relacionados a transtornos de saúde mental nos primeiros sete meses deste ano.
Apesar do número alto, os dados mostram queda em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 2.189 lançamentos, envolvendo 611 servidores. Considerando os lançamentos, a queda foi de aproximadamente 43%, de 2.189 para 1.246 registros.
Afastamento médio é de 34 dias
Apesar da redução, os afastamentos relacionados à saúde mental ainda representam uma parcela relevante das licenças médicas do funcionalismo.
Segundo a Prefeitura, eles correspondem a aproximadamente 12% do total geral de licenças médicas concedidas aos servidores municipais.
A duração dos afastamentos também chama atenção. Em 2026, a média foi de aproximadamente 34 dias de afastamento por servidor.
A administração municipal informou que a saúde mental está entre as principais causas de licenças de longa duração no funcionalismo.
Atendimento multiprofissional
O atendimento aos servidores é realizado pelo Serviço Municipal de Saúde do Trabalhador, que promove diariamente avaliações médico-periciais, atendimentos e acompanhamentos individuais.
A equipe conta com psicólogos, fisioterapeuta, fonoaudióloga e assistentes sociais, além dos profissionais responsáveis pelas avaliações médicas.
Segundo a Prefeitura, o serviço também acompanha processos de reabilitação e readaptação funcional. As avaliações consideram as limitações apresentadas pelo servidor, se são parciais ou totais, temporárias ou permanentes, as condições do ambiente de trabalho e as atribuições que podem ser desempenhadas.
Entre as medidas adotadas estão adequações no local de trabalho, disponibilização de tecnologias assistivas, restrições a determinadas atividades, remanejamento temporário e flexibilização da jornada.
De acordo com a administração municipal, o objetivo é restabelecer o potencial laborativo do servidor, considerando suas condições de saúde física e mental.