Irmãos acusados de espancar jovem até a morte em Garça têm júri agendado

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) marcou para o dia 30 de setembro o julgamento dos irmãos acusados pela morte de Gabriel Henrique Scarrella de Souza, de 18 anos, crime que chocou Garça em fevereiro de 2024. Os réus Reginaldo Trindade dos Santos, 38 anos, e seu irmão, Reinaldo Trindade dos Santos, de 36, seguem presos.
O caso tem segredo de Justiça e teria associação com supostos vazamentos de imagens íntimas de uma jovem, filha de um dos réus. A moça teria tido um relacionamento com Gabriel que, segundo a defesa, antes do dia fatídico, espalhou vídeos e fotos para expor e humilhar a ex.
Júri aguardado

A sessão do Tribunal do Júri está prevista para ocorrer às 9h, no Fórum de Garça. O jovem foi morto na tarde de 24 de fevereiro, dentro da própria residência, na rua Santana, no bairro Vila Cavalcante.
Segundo as investigações, dois homens invadiram o imóvel e atacaram a vítima com extrema violência, utilizando pedaços de madeira, além de desferirem socos e chutes. O jovem morreu ainda no local. Familiares da vítima, inclusive crianças, presenciaram a agressão.
Após o crime, policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) iniciaram buscas e localizaram os irmãos Reinaldo Trindade dos Santos, de 34 anos, e Reginaldo Trindade dos Santos, de 36 anos, em um bar nas proximidades da rua da Estação. Conforme os registros policiais da época, ambos confessaram a morte do jovem.
Vazamento de imagens íntimas
A defesa dos réus é exercida pelo advogado Pedro Henrique Delfino Moreira dos Santos. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) atuará na acusação durante a sessão marcada para setembro.
Promotoria quer condenação por crime triplamente qualificado, por meio cruel, motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de violação de domicílio e ameaça.
Defesa, porém, aponta que a circunstância, que envolveria suposta violação à dignidade sexual, cometida por Gabriel Scarrella contra a filha de um dos autores, deve ser reconhecida e considerada pelos jurados.
Reginaldo admitiu ter espancado a vítima, mas nega intenção de matar. Já Reinaldo afirmou ter acompanhado o irmão para garantir que ele não fosse impedido de executar o ataque. Durante a prisão, os policiais apreenderam aparelhos celulares e uma faca.
O caso teve ampla repercussão em Garça pela brutalidade das agressões e pelas circunstâncias em que ocorreram. Com a conclusão da fase de instrução, a Justiça leva os acusados ao Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento dos crimes dolosos contra a vida.