Anac mantém classificação do aeroporto de Marília em meio à queda de passageiros

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) manteve o aeroporto estadual de Marília classificado como AP-1, conforme portaria publicada em 17 de março no Diário Oficial da União (DOU). O enquadramento define o nível de exigência de segurança para operações aéreas.
A nova portaria da Anac atualiza a classificação dos aeródromos brasileiros para aplicação do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC 107), que trata das medidas de segurança contra atos de interferência ilícita.
A atualização substitui a portaria anterior sem alterar a categoria do terminal local, que permanece em nível intermediário de exigência. A norma foi publicada na edição de sexta-feira (20) do DOU.
A decisão ocorre em um contexto de queda no número de passageiros processados pelo aeroporto. Em janeiro, 816 pessoas embarcaram em Marília, ante 1.058 no mesmo mês de 2025, segundo dados da Anac — redução de 22,9%.
De acordo com a agência, a classificação dos aeródromos considera o tipo de operação — como voos regulares, táxi aéreo ou fretamento —, além do volume de passageiros e da análise de risco. Aeroportos não listados nas portarias são automaticamente enquadrados na categoria básica (AP-0).
Mesmo com a retração da demanda, o aeroporto de Marília foi mantido como AP-1, o que indica a permanência de requisitos formais de segurança, como controle de acesso a áreas restritas e adoção de programas de segurança aeroportuária.
Obras no papel
O cenário regulatório contrasta com a situação estrutural do terminal. O prazo para início das obras de ampliação prometidas pela concessionária se encerra neste mês sem execução, conforme mostrou reportagem do Marília Notícia.
O projeto previa a ampliação das áreas de embarque e desembarque, além da adaptação para aeronaves de maior porte. Apesar de anúncios e acordos para liberação de áreas, as intervenções ainda não começaram. Atualmente, o aeroporto opera com oferta limitada de voos e estrutura considerada restrita para a expansão da demanda.