Presidente da Câmara destaca programa que amplia inclusão na rede municipal de ensino

Escolas que adaptam o ensino às necessidades, ritmo e habilidades únicas de cada aluno. A partir de abril, isso começa a se tornar realidade em Marília. Lançado no último dia 19, o programa Educação Acolhedora, na opinião do presidente da Câmara de Marília, o vereador Danilo da Saúde (PSDB), vai transformar o ensino nas unidades escolares da rede municipal.
“Fico muito feliz em ver esse compromisso sendo cumprido. Desde a campanha estive com o Vinicius [Camarinha, prefeito] ouvindo as demandas de mães atípicas, que relataram as grandes dificuldades de acesso dos seus filhos à aprendizagem, com depoimentos que nos tocaram profundamente, assim como as entidades. Transformar as escolas em espaços mais acolhedores e inclusivos era uma das nossas metas, o que agora começa a se tornar realidade graças ao incansável trabalho do prefeito e de sua equipe, em especial da Educação”, diz o presidente do Legislativo.
Danilo da Saúde aponta ainda que a implantação dos espaços adaptados mostra a responsabilidade do governo ao garantir equidade no ensino e que, após anos de falta de investimento em inclusão, Marília caminha para se tornar mais uma vez referência. “Primeiro ampliamos o acesso ao diagnóstico na saúde e agora garantimos equidade no ensino. Foram anos de abandono e hoje estamos vivendo um recomeço, cuidando, sobretudo, do futuro. A Câmara tem apoiado os projetos necessários e dado instrumentos para que essa transformação ocorra.”

O Educação Acolhedora prevê 105 novos espaços voltados à primeira infância, educação inclusiva e acolhimento emocional, além de formação continuada para profissionais da Educação. Também contempla 21 salas de Atendimento Educacional Especializado multissensoriais.
Além da estrutura física, o programa incorpora ferramentas digitais de apoio à gestão educacional, incluindo um Ambiente Virtual de Aprendizagem e Sistema de Multiatendimento. Já no próximo dia 2, duas unidades passam a contar com salas de primeiríssima infância, acolhimento e multissensoriais e a expectativa é que em até 15 meses o programa seja implantado em todas as escolas.
“Temos mais de 17 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino, sendo 1,2 mil com deficiência. Destes, 806 são autistas. Esses números mostram a importância deste programa. Sabemos que ainda há desafios, contudo, a adaptação do ambiente escolar é um passo gigantesco para a real inclusão que queremos. Estamos vendo o início de uma transformação, o começo da escola para todos, e agradeço ao prefeito por ter essa sensibilidade e compromisso”, conclui Danilo da Saúde.