Justiça recebe denúncia por homicídio, mas nega pedido para prender suposto mandante

A Justiça de Marília recebeu denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) contra quatro investigados por homicídio duplamente qualificado, na zona norte da cidade. O juiz do caso, porém, decidiu decretar a prisão preventiva de apenas três deles.
Foi excluído um comerciante apontado como suposto mandante. O homem já foi alvo de investigações por tráfico de drogas e, segundo a polícia, teria liderado o plano de assassinato. O magistrado, no entanto, acolheu argumento da defesa, apresentado pelo advogado Pedro Delfino, e reconheceu a existência de indícios insuficientes de liderança.
A decisão envolve quatro réus, incluindo uma mulher, que respondem pela morte de Thiago Valentim, de 39 anos. Ele foi alvejado por pelo menos cinco disparos de arma de fogo, em uma calçada do Jardim Renata.

Segundo as investigações, os autores efetuaram os disparos e fugiram rapidamente. O veículo utilizado na ação, um Chevrolet Corsa furtado, foi posteriormente incendiado no bairro Altos do Palmital, a cerca de dois quilômetros do local do crime.
Ligações perigosas
As conclusões da Polícia Civil indicam que Thiago teria sido morto por interesses financeiros, após despertar nos envolvidos cobiça em negócios ilícitos. Relatório enviado ao Judiciário aponta que a vítima e os réus tiveram contato no dia do crime.
Para a polícia, o grupo teria almoçado em um restaurante no bairro Cavalari, na zona oeste. Foi realizada diligência no local para obtenção de imagens do suposto encontro, mas nenhum registro que comprovasse a reunião foi encontrado.
A investigação também apontou que não foi possível obter imagens porque o prazo de armazenamento das gravações havia expirado.

Mandados de prisão
Apesar do recebimento da denúncia contra todos, o juiz entendeu que apenas dois homens e uma mulher devem responder presos. Eles são considerados foragidos, à exceção de um dos envolvidos, que já estaria detido por outro processo.
Em relação ao comerciante apontado como possível mandante, o magistrado destacou que os indícios de autoria são frágeis e que não há elementos concretos que justifiquem, neste momento, a prisão preventiva.
Embora permaneça em liberdade, ele deverá cumprir medidas cautelares, como não se aproximar de testemunhas, familiares ou pessoas ligadas à vítima.
O caso segue em andamento. O Marília Notícia acompanha.