Empresa de ônibus envolvida em tragédia não tinha licença da ANTT

Apurações preliminares sobre o grave acidente com ônibus registrado na madrugada de segunda-feira (16), na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), em Marília, indicam que a empresa responsável pelo transporte não possuía autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para operar linhas interestaduais de passageiros.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o ônibus partiu de São Luís, capital do Maranhão, transportando trabalhadores de diferentes municípios do Estado com destino a fazendas de maçã, em Santa Catarina. O acidente resultou em ao menos seis mortes e 43 pessoas feridas, somando 51 vítimas.
Motorista
Outro aspecto ainda sob investigação é quem estava ao volante no momento da ocorrência. A companhia declarou às autoridades que dois condutores se revezavam na direção.
Um deles já foi identificado e permanece internado em estado grave no Hospital das Clínicas (HC) de Marília. Conforme a corporação, ainda não há confirmação se ele conduzia o ônibus quando houve a saída de pista seguida de tombamento.
Até agora, segundo os agentes, a empresa não apresentou a qualificação individual dos profissionais nem esclareceu qual deles dirigia no instante do fato.
Inquérito e laudo da PRF
A PRF ficará encarregada da elaboração do Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito (LPST), documento que deverá apontar as possíveis causas técnicas da colisão.
Paralelamente, para fins judiciais, a Polícia Civil de Marília instaurou inquérito destinado a apurar eventuais responsabilidades penais.
Essa etapa tende a ser mais demorada do que a análise da PRF, pois envolve a identificação de todos os envolvidos, a coleta de depoimentos e a produção de exames técnicos.
Os corpos das vítimas passam por necropsia no Instituto Médico Legal (IML) e ainda aguardam liberação.
Texto atualizado às 11h15