Balança comercial reverte resultado positivo e encerra 2025 com déficit

O comércio exterior de Marília apresentou um cenário de maior pressão em 2025, com crescimento das importações e retração das exportações em relação ao ano anterior.
Os dados mensais do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, Comércio e Serviços indicam que o município reverteu o superávit registrado em 2024 e encerrou o período com déficit na balança comercial.
Ao longo de 2025, Marília exportou US$ 46.776.754,00 (cerca de R$ 243,4 milhões), enquanto as importações somaram US$ 53.826.458,00 (aproximadamente R$ 280,7 milhões). O resultado foi um saldo negativo de US$ 7.049.704,00 (cerca de R$ 36,8 milhões). O comportamento mensal indica que, na maior parte do ano, as importações superaram as exportações, o que pressiona o resultado final.
O melhor mês para as exportações marilienses em 2025 foi dezembro com US$ 4.806.714,00 (cerca de R$ 25,1 milhões), seguido por outubro com US$ 4.754.449,00 (aproximadamente R$ 24,8 milhões), abril com US$ 4.277.229,00 (cerca de R$ 22,3 milhões), novembro com US$ 4.256.585,00 (em torno de R$ 22,2 milhões) e julho com US$ 4.141.217,00 (aproximadamente R$ 21,6 milhões). Esses meses concentraram os maiores volumes exportados do ano.
Na sequência aparecem maio, com US$ 3.956.909,00 (cerca de R$ 20,6 milhões), janeiro com US$ 3.748.404,00 (aproximadamente R$ 19,5 milhões), setembro com US$ 3.740.906,00 (cerca de R$ 19,5 milhões), agosto com US$ 3.517.778,00 (em torno de R$ 18,3 milhões), março com US$ 3.489.477,00 (aproximadamente R$ 18,2 milhões), junho com US$ 3.379.336,00 (cerca de R$ 17,6 milhões) e fevereiro, que registrou o menor valor exportado de 2025, com US$ 2.707.750,00 (aproximadamente R$ 14,1 milhões).
Apesar de momentos de recuperação, especialmente no último trimestre, o desempenho não foi suficiente para compensar o avanço das importações ao longo do ano.

Importações elevadas ao longo do ano
As importações de Marília em 2025 atingiram patamares elevados em diversos meses. Dezembro liderou o ranking com US$ 5.613.554,00 (cerca de R$ 29,3 milhões), seguido por setembro com US$ 5.525.702,00 (aproximadamente R$ 28,8 milhões) e maio com US$ 5.108.893,00 (em torno de R$ 26,6 milhões). Também se destacaram outubro com US$ 4.952.778,00 (cerca de R$ 25,8 milhões), julho com US$ 4.439.663,00 (aproximadamente R$ 23,1 milhões), e janeiro com US$ 4.247.063,00 (em torno de R$ 22,1 milhões).
Mesmo nos meses em que as exportações apresentaram bom desempenho, as importações permaneceram em níveis elevados, o que contribuiu para o saldo negativo anual.
Em 2024, o comércio exterior de Marília apresentou um cenário mais equilibrado. As exportações somaram US$ 48.334.790,00 (cerca de R$ 252,1 milhões), enquanto as importações totalizaram US$ 47.774.382,00 (aproximadamente R$ 249,2 milhões), garantindo ao município um superávit de US$ 560.408,00 (cerca de R$ 2,9 milhões).
O melhor mês de exportação em 2024 foi janeiro, com US$ 4.982.305,00 (aproximadamente R$ 26 milhões), seguido por dezembro com US$ 4.882.491,00 (cerca de R$ 25,5 milhões), outubro, com US$ 4.350.664,00 (em torno de R$ 22,7 milhões), novembro, com US$ 4.325.300,00 (aproximadamente R$ 22,5 milhões), e maio, com US$ 4.058.406,00 (cerca de R$ 21,2 milhões). Ao longo do ano, o município manteve exportações relativamente estáveis, com variações menos acentuadas do que em 2025.
Por outro lado, as importações de 2024, apesar de elevadas em alguns meses, como fevereiro, que registrou US$ 5.628.784,00 (aproximadamente R$ 29,4 milhões), ficaram, no total anual, abaixo do volume registrado em 2025.
A comparação entre os dois anos evidencia uma queda de cerca de US$ 1,56 milhão (aproximadamente R$ 8,1 milhões) nas exportações e um aumento superior a US$ 6 milhões (mais de R$ 31,3 milhões) nas importações em 2025. Esse movimento foi determinante para a reversão do saldo comercial, que passou de superavitário para deficitário.
O cenário indica que, embora Marília mantenha relevância no comércio exterior, o município enfrenta o desafio de retomar o crescimento das exportações e conter o avanço das importações, especialmente de produtos de maior valor agregado.