MN Logo

12 anos. Mais de 101 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Brasil e Mundo
sáb. 15 jun. 2024
CÁLCULO

Empresas contestam Fazenda em desoneração e apontam impacto superestimado

Relatório com análise do impacto da política encaminhado a parlamentares sugere que o valor da renúncia estimada.
por Folhapress

Representantes das empresas dos 17 setores beneficiados pela desoneração da folha de salários contestam o cálculo apresentado pelo Ministério da Fazenda, que aponta para uma perda de R$ 15,8 bilhões na arrecadação deste ano com a medida.

Relatório com análise do impacto da política encaminhado a parlamentares sugere que o valor da renúncia estimada pela equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda) está inflado. Os cálculos mostram que a perda projetada pela Receita Federal representaria um crescimento de 130% sobre a renúncia líquida de 2023.

No documento, obtido pela Folha, as empresas alertam que não há explicação que justifique um incremento dessa magnitude de um ano para o outro. As empresas querem levar esse ponto aos parlamentares que defendem a desoneração, segundo informaram pessoas que participam das negociações.

Os cálculos foram feitos com dados do próprio governo contidos no estudo “Desoneração da Folha de Pagamentos – Análise Setorial da Política Prorrogada e Proposta de Revisão”, divulgado pela SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Fazenda.

Em 2023, a renúncia fiscal bruta foi de R$ 9,36 bilhões de um total de R$ 245,3 bilhões de contribuição previdenciária das empresas.

Desse valor, foram subtraídos R$ 2,5 bilhões da estimativa de compensação tributária com a elevação de 1% da alíquota do PIS/Cofins de importação. Esse aumento está previsto na lei da desoneração. A análise do impacto foi discutida em reunião com representantes dos 17 setores nesta semana.

No documento, há uma alerta de que a análise é “estática” e não considera a perda de empregos formais com a ausência da política de desoneração.

A redução de empregos, sendo o relatório, levaria a uma menor base de arrecadação da Contribuição Previdenciária Patronal e menor arrecadação também do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Técnicos que trabalharam para os setores pediram por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação) informações mais detalhadas ao Ministério da Fazenda sobre o cálculo da renúncia.

No anúncio do acordo para a manutenção da desoneração em 2024 e reoneração gradual a partir de 2025, o ministro Fernando Haddad falava em um custo de R$ 10 bilhões com a renúncia das empresas.

Após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de exigir a compensação, a Receita Federal calculou inicialmente uma perda de R$ 26,3 bilhões a ser compensada com a desoneração da folha das empresas e dos municípios.

Posteriormente, o valor subiu para até R$ 29,2 bilhões com a medida em 2024 (sendo R$ 15,8 bilhões das empresas e R$ 10,5 bilhões dos municípios).

O governo enviou neste mês ao Congresso uma MP para compensar a desoneração restringindo o uso de créditos do PIS/Pasep. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), devolveu a proposta após uma semana em meio à pressão do empresariado.

A MP, que alcançou grandes empresas, sobretudo exportadoras, abriu uma crise e desgastou a política do ministro da Fazenda. A desoneração deixará de valer se não houver compensação.

A decisão do presidente Lula foi passar a bola da definição das medidas compensatórias para o Congresso. As medidas que estão sendo consideradas, porém, não são suficientes e estão longe de cobrir o custo estimado pela Receita.

O governo entende que a compensação tem que cobrir todo o ano de 2024. Mas há defensores de que o STF em acordo pode reduzir o período da compensação neste ano.

O modelo de desoneração da folha permite o pagamento de alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários para a Previdência. As alíquotas variam a depender de cada um dos 17 setores beneficiados.

A desoneração da folha foi criada em 2011, na gestão Dilma Rousseff (PT), e prorrogada sucessivas vezes. Entre os 17 setores, está o de comunicação, no qual se insere o Grupo Folha, empresa que edita a Folha. Também são contemplados os segmentos de calçados, call center, confecção e vestuário, construção civil, entre outros.

Procurado, o Ministério da Fazenda não comentou até a publicação deste texto.

***

POR ADRIANA FERNANDES

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
  • 2
    Clientes denunciam loja de shopping após suspeita de fraude na compra de celulares
  • 3
    Marília perde o corretor José Pedro Moreira, inspiração para o setor imobiliário
  • 4
    Jovem reage com cotovelada em policial, tenta pegar arma, mas acaba detido com droga

Escolhas do editor

ACIDENTES DE TRABALHO
Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último anoMortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
REVITALIZAÇÃO
Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em MaríliaPrefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília
Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília
MERCADO IMOBILIÁRIO
Financiamentos imobiliários quadruplicam em cinco anos em MaríliaFinanciamentos imobiliários quadruplicam em cinco anos em Marília
Financiamentos imobiliários quadruplicam em cinco anos em Marília
PODER LEGISLATIVO
Câmara de Marília retoma sessões e vota projeto do complexo da represa CascataCâmara de Marília retoma sessões e vota projeto do complexo da represa Cascata
Câmara de Marília retoma sessões e vota projeto do complexo da represa Cascata

Últimas notícias

Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília
Água: o hábito de cuidar desse recurso essencial começa em casa e gera grande economia
Reforma da USF Aeroporto garante nova estrutura e mais cuidado, diz Danilo

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie