MN Logo

12 anos. Mais de 103 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Variedades
qui. 08 out. 2020

Após 11 anos, Nobel premia três mulheres cientistas

por Amanda Brandão

Os Prêmios Nobel de ciência deste ano chamaram a atenção para a produção feminina. Fazia 11 anos que uma premiação não contemplava três mulheres cientistas no mesmo ano. A raridade é regra. Em 120 anos de Nobel, os prêmios de ciência (Fisiologia ou Medicina, Física e Química) foram concedidos a 622 pessoas (dois homens receberam duas vezes o prêmio na mesma área). Apenas 3,68% eram mulheres.

Na terça-feira, a astrônoma norte-americana Andrea Ghez recebeu o Nobel de Física e se tornou apenas a quarta mulher na história a obter a láurea. Ontem, a microbiologista francesa Emmanuelle Charpentier e a bioquímica americana Jennifer Doudna receberam o de Química, elevando a sete o total de pesquisadoras consagradas na disciplina.

“Nós, astrônomas, costumávamos falar que tínhamos medo de que a Andrea Ghez acabasse não levando o prêmio, só os homens ganhassem”, conta Duília de Mello, pesquisadora da Universidade Católica da América, em Washington.

Desde 1901, somente 22 pesquisadoras foram contempladas nas três áreas. Foram 23 prêmios para elas, sendo que Marie Curie levou dois – a única pessoa a receber prêmios de duas áreas distintas da ciência: Física e Química. Medicina responde pela maioria dos prêmios científicos femininos: 12.

A disparidade fica ainda mais clara quando se observam dados de produção científica no mundo. Nas últimas décadas, tem aumentado a presença de mulheres na academia e na realização de ciência de ponta, mas o prêmio ainda não reflete essa redução da desigualdade.

O relatório “A Jornada do Pesquisador pela Lente de Gênero”, publicado pela Editora Elsevier em março deste ano, mostrou que em 20 anos houve um avanço da participação feminina em todo o mundo na publicação de artigos científicos.

O documento considerou a evolução da paridade de gênero entre cientistas de 15 países com base em publicações em periódicos da base Scopus em dois períodos: entre 2014 e 2018 e entre 1999 e 2003. Segundo o levantamento, passou de 29% para 38% o número de mulheres entre os autores de pesquisas em todo o mundo. O Brasil é um dos países onde mais cresceu essa participação. No início do século, 35,3% dos autores eram mulheres. Hoje elas já são 44,25%.

“Em média, somos 50% dos alunos na graduação, no mestrado e no doutorado”, afirma a física Márcia Barbosa, diretora da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Os maiores desafios começam a surgir depois. “Detectamos em nossos estudos que as mulheres têm menos capacidade de construir redes políticas. Não somos treinadas para isso desde novas, como os homens”, diz. “Quanto mais político for o cargo, menor é o porcentual de mulheres ocupando. O Nobel se enquadra nisso, depende de indicações.”

Para a bioquímica Helena Nader, ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e atual vice-presidente da ABC, a baixa presença de mulheres no Nobel é um símbolo de que a ciência ainda é machista. “O Nobel funciona com votação. Considera-se o quanto o pesquisador é conhecido, além do mérito da pesquisa, que é o mais óbvio. A circulação é importante, mas as mulheres ainda circulam menos”, diz Helena.

“Também tem um lobby. E a maioria dos vencedores é dos EUA e da Europa, onde a proporção de mulheres ainda não é tão grande.” O estudo da Elsevier de fato mostrou que nos EUA, as mulheres são 33,6% dos autores de artigos científicos. Na Alemanha são 32%, no Reino Unido, 37,5%, e na França, 39%.

Injustiça

Na história recente da ciência houve algumas injustiças históricas no reconhecimento do trabalho das cientistas. A mais notória ocorreu com a química britânica Rosalind Franklin (1920-1958) cujas pesquisas foram cruciais para a descoberta da estrutura de dupla hélice do DNA. Ela, porém, nem sequer assinou o artigo de James Watson e Francis Crick. Em 1962, os dois ganharam o Nobel de Química com Maurice Wilkins sem nunca reconhecerem apropriadamente a importância do trabalho de Rosalind. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Mulher é assaltada e agredida com soco na saída de agência bancária em Marília
  • 2
    Drogas avaliadas em mais de R$ 15 mil são apreendidas e dupla é incriminada
  • 3
    Corrente solidária tenta trazer corpo de mariliense morto no Paraná
  • 4
    Justiça decreta prisão de acusado de atear fogo na ex-namorada

Escolhas do editor

FESTIVAL
Festival Comida de Buteco de Marília começa em 1º de maio e reúne 18 bares na 3ª ediçãoFestival Comida de Buteco de Marília começa em 1º de maio e reúne 18 bares na 3ª edição
Festival Comida de Buteco de Marília começa em 1º de maio e reúne 18 bares na 3ª edição
EM ANÁLISE
Prefeitura propõe nova via para impulsionar expansão em MaríliaPrefeitura propõe nova via para impulsionar expansão em Marília
Prefeitura propõe nova via para impulsionar expansão em Marília
ZONA SUL
Justiça decreta prisão de acusado de atear fogo na ex-namoradaJustiça decreta prisão de acusado de atear fogo na ex-namorada
Justiça decreta prisão de acusado de atear fogo na ex-namorada
MAUS-TRATOS
MN TV: Cães morrem por suspeita de envenenamentoMN TV: Cães morrem por suspeita de envenenamento
MN TV: Cães morrem por suspeita de envenenamento

Últimas notícias

Prefeitura abre inscrições para Conselho Antidrogas até 12 de maio
Festival Comida de Buteco de Marília começa em 1º de maio e reúne 18 bares na 3ª edição
Prefeitura mapeia fauna e reforça proteção no entorno do Bosque
Como as apostas e cassinos online fixaram sua presença na economia digital brasileira

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fabiano Del Masso
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie