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Marília
seg. 02 mar. 2020

Saúde anuncia para este mês o início do ‘Remédio em Casa’

por Carlos Rodrigues

Usuária busca remédio na Farmácia Polo Central, na avenida Brasil (Foto: Divulgação/PMM)

Começa a funcionar em Marília, neste mês de março, o programa “Remédio em Casa”, que vai atender pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida – sem condições de irem até as farmácias retirar medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O anúncio foi feito pelo secretário municipal da Saúde, Ricardo Sevilha Mustafá, durante audiência na última sexta-feira (28), que apresentou os resultados do quadrimestre da pasta, na Câmara Municipal.

Mustafá admite falta de medicamento, mas diz que problema é pontual e motivado por aumento da procura (Foto: Divulgação/PMM)

Em uma reunião esvaziada – com a presença apenas do vereador Marcos Rezende (presidente) e do vereador oposicionista Danilo Bigeschi (PSB) – o secretário falou sobre o “cobertor financeiro curto”, que gera dificuldades para cumprir todas as obrigações da pasta.

Mustafá não deu detalhes sobre o funcionamento do programa, mas disse que um carro foi adquirido e que o espaço físico – de onde será feito o despacho dos medicamentos – já está preparado pela Secretaria Municipal da Saúde.

“É uma alternativa para minimizar o sofrimento das pessoas que não têm condições de ir às farmácias polo. Ninguém quer tirar do posto (a farmácia) para prejudicar ‘x’ ou ‘y’. Já foi feito um levantamento das farmácias polos e grande parte da população tem elogiado”, disse.

Mal necessário

O programa de entrega domiciliar complementa a “reestruturação” da assistência farmacêutica em Marília, que começou atrasada, em 2017, e foi alvo de críticas de parte da população.

Farmácia Central foi inaugurada em 2019 e desocupou antiga estação ferroviária, onde estava há mais de 20 anos (Foto: Divulgação/PMM)

Sem uma estratégia eficaz de comunicação e vulnerável ao oportunismo político de adversários, a centralização deixou o governo Daniel Alonso em “saia justa”.

‘Cama de gato’

A exemplo de outras prefeituras, Marília se viu obrigada a centralizar o atendimento em farmácias polo, após o acirramento da fiscalização do Conselho Federal de Farmácia.

O órgão acionou seus conselhos regionais para cobrar dos municípios o respeito à Lei nº 13.021, de 2014, que dispõe sobre exercício e fiscalização da atividade farmacêutica.

Segundo o secretário, unidades polo tem sido elogiadas (Foto: Divulgação/PMM)

Na prática, a mesma regra aplicada às farmácias comerciais, também se aplica a qualquer unidade de saúde, sendo obrigatória a presença de farmacêutico em cada local, onde é feita dispensação de medicamentos.

Em Marília, entretanto, as cobranças estavam sendo ignoradas pelo governo do ex-prefeito Vinícius Camarinha (PSB), gerando acúmulo de notificações do Conselho. A bomba explodiu na gestão de Daniel Alonso (PSDB).

Entre as alternativas – contratar dezenas de farmacêuticos ou centralizar o atendimento – a maior parte dos municípios adotou a reestruturação, com abertura de unidades polo por regiões, como Bauru e Botucatu.

Em 2017, ainda sob a gestão da ex-secretária Kátia Santana, Marília inaugurou a Farmácia Polo Zona Norte – anexa à UBS Santa Antonieta. Assim, passou a atender parcialmente a lei federal, garantindo farmacêutico responsável no local.

A reestruturação para atender ao Conselho avançou com as farmácias Zona Sul e Centro – esta última já sob a gestão de Mustafá na Saúde.

Atualmente, a Prefeitura mantém as três farmácias polo, além de uma unidade em Padre Nóbrega e os serviços volantes – com farmacêutico nos distritos.

Falta de remédios

Durante a audiência na Câmara, Mustafá admitiu que falta medicamento na cidade, mas o problema seria pontual, resultado do consumo cada vez mais elevado pela rede pública.

“A pessoa começa a ter dificuldade, corta o plano de saúde e vai buscar os postos, porque o SUS funciona, apesar das deficiências. Procura as unidades, as farmácias polos, então ocorre demanda maior de consumo de determinados medicamentos”, disse.

Essa demanda maior, conforme o secretário, não está planejada. Ele disse que é preciso tempo, para replanejar, o que inclui encontrar fonte para a nova despesa.

“Eu fico triste porque parece que o secretário acorda e fica pensando, qual tipo de remédio vou deixar de comprar para a população? Como se a gente fosse desumano e quisesse deixar a população sofrendo por falta de remédio”, reclamou o secretário.

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