Relato envolvendo criança de três anos é investigado em Marília
A Polícia Civil de Marília investiga uma acusação de estupro de vulnerável envolvendo uma criança de três anos. A ocorrência foi registrada na noite de 6 de março, após atendimento no Hospital Materno Infantil (HMI). A suspeita inicial tem como base o relato da criança à família e uma avaliação médica preliminar.
Conforme apurou o Marília Notícia, a Polícia Militar foi acionada por volta das 22h40, depois que a equipe médica identificou avermelhamento na região genital da criança, situação que motivou o encaminhamento para investigação.
Segundo informações registradas no atendimento, a menina chegou ao hospital acompanhada da mãe. A mulher relatou que, após retornar de uma creche municipal e tomar banho em casa, a criança passou a reclamar de dor e teria mencionado ter sido tocada por um funcionário da unidade escolar.
De acordo com o relato apresentado pela família, a criança teria se referido à pessoa como “tio da escola”. A situação levou ao acionamento do protocolo de apuração de suposta violência sexual, com comunicação à polícia, ao Conselho Tutelar e à escola.
Além do exame inicial realizado no HMI, a criança foi encaminhada para exame de corpo de delito no Instituto de Criminalística (IC) de Marília. O laudo foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que aguarda oficialmente o documento.
Ao MN, a mãe afirmou que a filha tem apresentado comportamento diferente do habitual, com irritabilidade e medo. “Minha filha disse que foi tocada, e eu acredito nela. Vi que ela estava vermelha e fiquei preocupada”, declarou.
A reportagem também procurou a Prefeitura de Marília, que se manifestou por meio da Secretaria Municipal da Educação. Em nota, o município informou que não recebeu a denúncia oficial até o momento e que tomou conhecimento da situação por meio de relatos apresentados pela família à direção da unidade escolar.
Segundo a administração municipal, a Secretaria da Educação iniciou apuração interna e acompanha o caso. Uma reunião com a equipe da escola também foi agendada para análise da situação e revisão dos procedimentos adotados na unidade.
Ainda conforme a Prefeitura, a direção da escola informou que, após manifestação de uma mãe demonstrando desconforto com a presença de um agente de desenvolvimento educacional (ADE) durante momentos de troca das crianças — atividade que faz parte das atribuições da função — foram adotadas medidas para reorganizar as atividades do servidor. Desde o início de fevereiro, o funcionário acusado teria deixado de participar desses momentos.
A direção também informou que, na data mencionada pela família, o servidor citado não teria realizado atividades junto à turma da criança.
Sobre a função exercida pelo profissional, a pasta municipal explicou que o cargo de agente de desenvolvimento educacional integra a equipe de apoio das unidades escolares e envolve acompanhamento das crianças em rotinas diárias, o que pode incluir apoio em momentos de higiene, sempre conforme as normas institucionais.
A Secretaria Municipal da Educação afirmou ainda que situações relacionadas ao cuidado e à proteção de crianças são tratadas com seriedade e que acompanha os desdobramentos do caso junto aos órgãos competentes.
A Prefeitura informou que eventuais medidas administrativas serão adotadas a partir das conclusões das investigações.