Prefeitura testa o Muralha Paulista na Japan Fest em Marília

A Prefeitura de Marília vai testar, de forma experimental, a integração de câmeras de monitoramento ao sistema do programa estadual Muralha Paulista durante a Japan Fest 2026, um dos maiores eventos do calendário local. A informação foi publicada na edição desta sexta-feira (3) do Diário Oficial do Município.
De acordo com o chamamento público, a iniciativa será conduzida pela Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação e prevê a instalação de uma solução tecnológica capaz de conectar equipamentos de captura de imagens ao sistema utilizado pelo Governo do Estado de São Paulo. O teste ocorrerá entre os dias 17 e 21 de abril, período em que o evento deve atrair grande público.
A proposta tem caráter estritamente experimental. Empresas interessadas em participar poderão se manifestar em até cinco dias úteis, mas a Prefeitura deixa claro que a colaboração será gratuita, sem ônus aos cofres públicos, e não gera expectativa de contratação futura.

Como funciona o Muralha Paulista
O programa Muralha Paulista é uma iniciativa do Governo do Estado voltada à ampliação do monitoramento inteligente e integração de dados de segurança pública.
Na prática, o sistema conecta:
- câmeras públicas e privadas;
- bancos de dados estaduais;
- tecnologias de leitura de placas (OCR);
- ferramentas de reconhecimento e análise de padrões.
O objetivo é permitir respostas mais rápidas das forças de segurança, identificação de veículos suspeitos e apoio a investigações.

O modelo já vem sendo implantado em diversas cidades paulistas, com foco na criação de uma espécie de “cinturão digital” de vigilância, especialmente em áreas com grande circulação de pessoas ou veículos.
Teste aproveita evento de grande porte
A escolha da Japan Fest como ambiente de testes não é casual. O evento concentra alto fluxo de visitantes, o que permite avaliar o desempenho da tecnologia em cenário real de grande movimentação.
Segundo o Diário Oficial, a intenção é justamente realizar um teste operacional da solução, analisando sua eficiência durante o evento.
Caso haja adesão de empresas interessadas, a Prefeitura poderá formalizar instrumentos específicos para viabilizar o experimento, ainda sem vínculo contratual permanente.
Sem custos — ao menos neste momento
Um dos pontos centrais da iniciativa é o custo zero para o município nesta fase inicial.
O chamamento estabelece que:
- não haverá pagamento pela Prefeitura;
- não há exclusividade para empresas participantes;
- não existe compromisso de contratação futura.
Ou seja, trata-se de um modelo de prova de conceito (PoC), comum em projetos de inovação pública.
Possível impacto futuro
Embora experimental, a iniciativa sinaliza um movimento de Marília em direção ao uso de tecnologias mais avançadas de monitoramento urbano.
Se os resultados forem considerados positivos, o teste pode abrir caminho para:
- ampliação do videomonitoramento na cidade;
- integração com sistemas estaduais de segurança;
- uso de inteligência de dados em políticas públicas.
Por outro lado, o tema também costuma envolver debates sobre privacidade e uso de dados, especialmente em projetos que envolvem análise automatizada de imagens.
Próximos passos
As empresas interessadas em participar do teste devem formalizar manifestação por meio da plataforma digital da Prefeitura, pelo link marilia.1doc.com.br/atendimento, dentro do prazo estipulado.
Encerrada essa etapa, a administração municipal avaliará as propostas e poderá avançar para a fase de implementação do piloto durante o Japan Fest.