Polícia prende mais em flagrante e menos por mandado em Marília, diz SSP
Dados de produtividade da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), referentes à cidade de Marília, entre janeiro e novembro de 2024 e 2025, revelam como as forças de segurança têm atuado em relação às prisões. O destaque é o aumento dos flagrantes, embora tenha havido queda no cumprimento de mandados judiciais.
O número de pessoas presas em flagrante saltou de 723 registros em 2024 para 1.051 em 2025, um aumento de 45,37%.
No mesmo período, o número de flagrantes lavrados — casos que podem envolver mais de um autor — acompanhou essa tendência, com alta de 40,03%, passou de 687 para 962.
O avanço pode refletir uma atuação mais imediata do policiamento ostensivo, com respostas rápidas a ocorrências em andamento. Ainda que os envolvidos possam ser soltos após análise judicial, a ação no momento do crime tende a ampliar a sensação de segurança da população.
Investigação
Se o recorte de dados é positivo para a Polícia Militar, a Polícia Civil de Marília também apresenta indicadores favoráveis em termos de produtividade.
O número de inquéritos policiais instaurados subiu 22,58%, passou de 2.347 – de janeiro a novembro de 2024 – para 2.877 em 2025. O extrato aponta 530 investigações a mais formalizadas no intervalo analisado.
No sentido oposto ao avanço dos flagrantes, houve redução nas prisões por mandado judicial, que caíram de 1.252 para 907, uma queda de 27,56%.
Como consequência, o total de prisões efetuadas apresentou leve recuo de 3,58%, encerrando 2025 com 1.805 detenções.
Menores apreendidos e armas
Os dados também indicam queda nas apreensões envolvendo menores de 18 anos. Os adolescentes recolhidos para cumprimento de medidas socioeducativas (Fundação Casa), em flagrantes de atos infracionais, diminuíram 13,58%, passando de 81 para 70 casos.
As apreensões de armas e entorpecentes permaneceram praticamente estáveis, com pequenas variações negativas.
Os registros de tráfico de drogas caíram de 292 para 281 ocorrências (-3,77%), enquanto as apreensões de armas de fogo passaram de 80 para 77.
Já os casos de porte de entorpecentes — situações que envolvem apenas usuários — apresentaram queda mais acentuada, de 80 para 62 registros, redução de 22,50%.