Mulher paga seis meses de boletos falsos de plano de saúde; prejuízo chega a R$ 3 mil
O caso de uma moradora de Marília, que relatou ter sido vítima de um golpe nesta terça-feira (13), chama a atenção para o risco recorrente do pagamento de boletos falsos. Somente após seis meses quitando uma cobrança inexistente, ela descobriu que estava em atraso com a cooperativa médica da qual é realmente cliente, referente ao plano de saúde.
A situação foi registrada na Polícia Civil, por meio do plantão da Central de Polícia Judiciária (CPJ), e é apurada como estelionato.
A vítima, de 69 anos, informou que os pagamentos indevidos começaram em julho do ano passado. Desde então, vinha quitando mensalidades que acreditava serem legítimas, mas que agora constatou se tratar de boletos fraudulentos.
As cobranças eram enviadas por mensagens via WhatsApp, o que a mulher considerava normal. O número utilizado para o envio se manteve o mesmo durante todo o período e foi repassado à polícia para análise na investigação que será iniciada.
Segundo o relato, o prejuízo financeiro é estimado em aproximadamente R$ 3 mil. Os pagamentos eram realizados por meio de código de barras e tinham como favorecidos CNPJs que também serão apurados pela polícia.
De acordo com a Polícia Civil, os boletos falsos mais comuns costumam estar relacionados a associações comerciais, órgãos do fisco e financiamentos bancários. O caso envolvendo uma cooperativa de serviços médicos, no entanto, acende um alerta para o mercado de planos de saúde.
A Polícia Civil reforça a orientação para que consumidores verifiquem com atenção a origem de boletos recebidos, especialmente quando se trata de cobranças recorrentes enviadas por meios digitais. Em caso de dúvida, a recomendação é confirmar diretamente com a empresa ou operadora do serviço.