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27, mar / 2025, 10:30h Bom dia
Uma mulher conhecida nos meios policiais pela tática de pedir um copo d’água, para invadir residências e cometer crimes, foi presa em Tupã nesta segunda-feira (24). Ela foi alvo de um mandado de prisão preventiva, por um roubo de veículo em fevereiro, em Iacri.
O histórico mostra que sua sequência de crimes escalou em gravidade. A prisão aconteceu durante a tarde, no bairro Bela Vista, quando uma equipe Força Tática suspeitou da mulher que saía de um terreno baldio, onde criminosos costumam esconder objetos furtados e drogas.
Durante a pesquisa criminal, foi constatado um mandado de prisão preventiva recente, por crime em fevereiro. Ela acumula outras três condenações e, em todos os casos, as vítimas relataram que os crimes aconteceram após a indiciada pedir um copo d’água.
NÃO SE NEGA
A ideia de que um copo de água não pode ser negado a ninguém, sobretudo, em um pequeno município, é quase um dogma. Assim, a mulher escolhia suas vítimas, principalmente, idosos.
Em um caso julgado pela Comarca de Bastos, foi denunciada e condenada por furto qualificado por ter, mediante fraude [simulação de sede], subtraído R$ 300 de um idoso. A polícia apurou que ela aproveitou da distração da vítima para abrir sua carteira, após conseguir acesso ao imóvel.
Em outro processo, também em Bastos, constam dois furtos de aparelhos celulares praticados pela mulher, com a mesma abordagem. Há ainda furto de eletrônicos de um idoso de 75 anos, após pedido de água na porta.
Ela confessou os crimes, alegando que trocou aparelhos por drogas. Devido à reincidência e outras agravantes, a pena no último processo já estava fixada em seis anos e nove meses de reclusão em regime semiaberto.
A mulher acabou se complicando em um caso inicial de furto de veículo, que acabou sendo reclassificado como roubo (mediante violência). Na ocasião, ela foi localizada em vias de fato com outras pessoas, tentando fuga. Alegou ter pegado o veículo apenas emprestado.
Com a prisão, a “mulher do copo de água” foi encaminhada para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Tupã e encaminhada para o sistema prisional, após audiência de custódia.