MN Logo

12 anos. Mais de 101 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Brasil e Mundo
ter. 23 ago. 2016

Medalhista olímpico teme morrer ao retornar para casa

por Amanda Brandão

feyisa-lilesa

Ao cruzar a linha de chegada da maratona da Olimpíada do Rio de Janeiro, Feyisa Lilesa, atleta da Etiópia, decidiu aproveitar os holofotes de uma das mais nobres provas do evento para fazer um poderoso protesto: com os braços cruzados em “X” sobre sua cabeça, ele mostrou o seu apoio aos Oroma, povo que vem sofrendo perseguições do governo do país.

A manifestação, no entanto, pode ter colocado o atleta no radar das autoridades da Etiópia, um dos países mais pobres e repressores do mundo. Em entrevista logo depois do fim da prova em que ficou com a medalha de prata, Lilesa disse à imprensa que corre riscos no retorno para sua terra natal.

“Eles vão me matar”, prevê o maratonista, “Oroma é a minha tribo, o povo Oroma protesta pelo que acha certo, pela paz, por um lugar”, concluiu. Ainda segundo ele, só vive com liberdade em seu país aqueles apoiam o governo, sinalizando o grau de repressão sofridos por quem se opõe. Agora, o maratonista de 26 anos busca asilo em outro país para viver e treinar em segurança.

Oromas

O povo Oroma é o maior grupo étnico do país. Ele representa quase 35% da população, segundo dados de um censo realizado pelo governo em 2007, e é tradicionalmente formado por pequenos agricultores e pastores.

Embora tenham uma presença demográfica marcante na Etiópia, os Oroma vivem momentos de tensão contra o governo da Etiópia, que tenta há meses realocar a zona agrícola ocupada majoritariamente por eles nos arredores da capital Adis Abeba, que fica no estado de Oromia.

Desde então, o povo vem realizando uma série de protestos que são quase sempre esmagados com violência. No início do mês de agosto, por exemplo, entre 50 e 90 pessoas foram mortas por forças de segurança durante uma manifestação contra o governo e que foi chamada pelas autoridades de ilegal, como mostrou a rede Al-Jazeera.

A situação no país é delicada. Segundo um abrangente relatório divulgado pela organização não governamental Human Rights Watch (HRW), o contexto é ainda pior com os Oroma e seus protestos. De acordo com a entidade, desde novembro do ano passado, 400 pessoas morreram durante esses atos, enquanto dezenas foram presas e torturadas.

O vídeo abaixo, em inglês e sem legendas, mostra cenas que comprovam a violenta repressão dos protestos protagonizados pelos Oroma. A produção é da HRW e foi feita com base em entrevistas com testemunhas, vítimas e oficiais do governo local.

Fonte: Extra

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Operação fecha duas adegas e detém quatro pessoas em Marília
  • 2
    Ataque com água fervente deixa mulher gravemente ferida em Vera Cruz
  • 3
    Justiça de Marília determina que condenado por feminicídio restitua pensão paga pelo INSS
  • 4
    Atendente de telemarketing tenta falar com irmão preso e acaba detido na CPJ

Escolhas do editor

MERCADO LOCAL
Fiscalizações da ANP revelam riscos para quem abastece em MaríliaFiscalizações da ANP revelam riscos para quem abastece em Marília
Fiscalizações da ANP revelam riscos para quem abastece em Marília
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Ataque com água fervente deixa mulher gravemente ferida em Vera CruzAtaque com água fervente deixa mulher gravemente ferida em Vera Cruz
Ataque com água fervente deixa mulher gravemente ferida em Vera Cruz
ENTREVISTA DA SEMANA
‘Transformei dor em combustível’, conta atleta que retomou os movimentos‘Transformei dor em combustível’, conta atleta que retomou os movimentos
‘Transformei dor em combustível’, conta atleta que retomou os movimentos
PODER LEGISLATIVO
Vereadores analisam convênios, créditos e novos programasVereadores analisam convênios, créditos e novos programas
Vereadores analisam convênios, créditos e novos programas

Últimas notícias

Polícia pede apreensão de passaporte de adolescente suspeito de matar cão Orelha
Netanyahu se reúne com Trump para tratar de negociações nucleares com o Irã
Conselho de transição deixa poder no Haiti após pressão dos Estados Unidos
Fiscalizações da ANP revelam riscos para quem abastece em Marília

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie