Mariliense é assassinado a tiros após discussão em bar de Ourinhos

Um mariliense foi morto a tiros na noite desta terça-feira (31), dentro de um bar na Vila Odilon, em Ourinhos. A vítima, Israel Padilha Ferreira, de 40 anos, trabalhava na região com manutenção de rodovias. O autor do crime, o metalúrgico e chapeiro Bruno Pinhata, de 38 anos, foi localizado e preso em flagrante horas depois pela Polícia Militar (PM).
O homicídio ocorreu por volta das 23h, em um estabelecimento na rua Padre Rui Cândido da Silva. Segundo testemunhas, houve uma discussão inicial entre vítima e autor, sem agressões físicas ou elevação de tom, caracterizando um desentendimento aparentemente banal.
Após o episódio, Bruno deixou o local e foi até sua residência, a cerca de 100 metros do bar. Entre dois e cinco minutos depois, retornou armado e efetuou disparos contra Israel.

A vítima foi atingida gravemente e caiu ao solo, com intenso sangramento na cabeça. O óbito foi constatado ainda no local por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo relatado aos policiais, o acusado confessou o crime e afirmou que tentou iniciar uma conversa com a vítima, mas teria recebido respostas consideradas “mal-educadas”. Segundo ele, sentiu-se ofendido, foi buscar a arma e, ao retornar, disparou um tiro para o alto e outros dois na direção de Israel, que, conforme a versão do acusado, teria feito menção de se aproximar.
A identificação e prisão de Bruno ocorreram rapidamente com base em imagens de câmeras de segurança do bar. A partir das filmagens, os policiais obtiveram sua identidade e localizaram endereços ligados ao suspeito. Ele foi encontrado na casa de familiares, no Jardim Imperial.

No momento da abordagem, o homem confessou o crime, não resistiu à prisão, apresentava sinais de ingestão de bebida alcoólica e vestia as mesmas roupas registradas nas imagens.
O suspeito informou ainda que descartou o revólver utilizado — possivelmente calibre 38 — em um córrego próximo à rua São Pedro do Turvo, no Jardim Matilde. Buscas foram realizadas no local, mas a arma não foi encontrada devido à vegetação densa e à baixa visibilidade.
Bruno Pinhata foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.