Jovem é preso após agredir mãe e irmã; mulher pode ter danos na visão
Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante na madrugada desta quinta-feira (5), na zona norte de Marília, acusado de agredir a própria mãe e a irmã dentro da casa da família. O caso aconteceu no bairro Marina Moretti, na região do Santa Antonieta.
Segundo apurou o Marília Notícia, a Polícia Militar foi acionada por volta das 2h30 para atender uma ocorrência de violência doméstica na rua Arnaldo Spachi, onde o rapaz estaria em surto e atacando familiares.
No local, os policiais conversaram com as vítimas — uma faxineira de 52 anos e a filha dela, de 23. Elas relataram que o filho da mulher estava alterado e, em determinado momento, passou a agredi-las com socos.
De acordo com o relato, diante das agressões, a mãe conseguiu sair da residência e pedir ajuda na rua. Ela foi socorrida por populares, que acionaram a polícia. Após o ataque, o agressor deixou o imóvel.
As duas mulheres foram levadas para atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona norte. Devido à gravidade do ferimento da mãe, especialmente em um dos olhos, ela foi transferida para o Hospital das Clínicas (HC) de Marília, onde passaria por avaliação oftalmológica e exames, devido a possibilidade de sequelas.
Enquanto a ocorrência era atendida, os policiais foram acionados novamente para a UPA norte, onde o próprio suspeito procurou atendimento médico alegando ter sido agredido. Diante dos relatos das vítimas e das lesões observadas, os policiais deram voz de prisão ao jovem ainda na unidade de saúde.
Ele foi autuado em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, conforme o artigo 129 do Código Penal, combinado com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).
O delegado responsável pelo caso confirmou a prisão e decidiu não arbitrar fiança, citando a gravidade das agressões e a necessidade de proteger as vítimas. A Polícia Civil também representou à Justiça pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
O suspeito permanece na carceragem da Central de Polícia Judiciária (CPJ) e deve passar por audiência de custódia.