Janeiro pesa no bolso do mariliense e mostra valor do planejamento

O início de 2026 voltou a apertar o orçamento de muitas famílias em Marília. A concentração de despesas típicas de janeiro — como impostos, contas de consumo e gastos acumulados no fim do ano — tem impactado os trabalhadores de forma desigual, exigindo planejamento de alguns e ajustes imediatos de outros.
Impostos, contas de consumo e despesas acumuladas ao longo de dezembro se concentram nas primeiras semanas do ano, criando realidades distintas entre os trabalhadores.
Enquanto parte da população de Marília conseguiu se planejar e atravessa o começo do ano com mais tranquilidade, outros precisaram recorrer ao parcelamento de contas e à contenção de gastos para manter os pagamentos em dia.
Para quem se organizou com antecedência, o impacto foi menor. É o caso da anfitriã de restaurante Jaiana Mara da Silva Souza, que afirmou ter se preparado ao longo de todo o ano anterior.
Ao lado do marido, ela conta que adotou a estratégia de reservar uma quantia específica para cobrir os gastos típicos de janeiro.
“Me preparei sim. Conseguimos guardar dinheiro para este início de ano. Eu e meu marido guardamos um pouco de dinheiro, pois no mês de janeiro a gente tem um dinheirinho para pagar as contas. Normalmente em janeiro tem bastante conta para pagar, então é melhor guardar, assim ficamos mais tranquilos”, relata Jaiana.

A realidade, no entanto, é diferente para muitos marilienses. A enfermeira Laura Costa relatou que não conseguiu se programar como gostaria e agora enfrenta o acúmulo de despesas sazonais, como o IPTU e o pagamento do conselho de classe profissional.
A esses custos se somam parcelas de presentes adquiridos no fim do ano, o que comprometeu parte da renda mensal.
“Eu acabei chutando o balde, ainda mais porque eu trabalho no hospital e tenho conselho de classe que tem que pagar agora. Tenho também o IPTU de novo. Eu não me organizei, e agora a gente vai parcelando o cartão, né? Comprei muito presente também, então vou parcelando. Até no meio do ano já está tudo bem”, afirma a enfermeira.

Situação semelhante vive a doméstica Jacqueline Aparecida de Oliveira dos Santos. Ela explicou que não conseguiu fazer uma reserva financeira porque priorizou ajudar o filho em uma viagem no fim de 2025.
“Este começo de ano está um pouco complicado. É bastante conta para pagar. Meu filho fez uma viagem e eu ajudei financeiramente. Ficou um pouco apertado agora em janeiro. Estamos ‘apertando os cintos’ neste início de ano. Agora é trabalhar, pagar as contas e me programar melhor para o ano que vem”, conclui Jacqueline.
Os relatos refletem um cenário recorrente no início do ano, em que o planejamento financeiro faz diferença no impacto das despesas sazonais. Para quem não conseguiu se organizar, janeiro se torna um período de ajustes e sacrifícios, enquanto a experiência serve de aprendizado para tentar atravessar os próximos anos com mais equilíbrio no orçamento.