Início de 2026 tem queda acentuada nos casos de dengue em Marília

Marília iniciou 2026 com 40 casos de dengue em investigação na primeira semana epidemiológica, sendo que três já foram descartados, segundo dados do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), do Governo do Estado de São Paulo. O começo do ano indica uma desaceleração significativa da doença em comparação com os dois anos anteriores.
Na primeira semana do ano passado, o município já contabilizava 195 casos confirmados e uma morte por dengue. Agora em 2026, os números mostram queda expressiva, já que, até o momento, não há caso confirmado nem óbito. No mesmo período de 2024, Marília havia registrado 128 casos diagnosticados e duas mortes.
O aumento entre a primeira semana de 2024 e a de 2025 foi de aproximadamente 52,3%, quando os casos subiram de 128 para 195, o que refletiu um início mais intenso da transmissão naquele ano.
Os dados acumulados ao longo dos anos também evidenciam o impacto da dengue no município. Em 2025, Marília registrou 14.773 casos confirmados e 37 mortes. Em 2024, foram 10.369 diagnósticos e 24 óbitos. Isso representa um crescimento de cerca de 42,5% no número de positivos de um ano para o outro e um aumento de 54,2% nas vítimas fatais pela doença no mesmo intervalo.
Apesar da queda inicial registrada em 2026, o histórico recente de grandes epidemias reforça a importância da manutenção das medidas preventivas, como a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, o uso de repelentes e a vedação adequada de recipientes que acumulam água.
Atualmente, a Prefeitura de Marília realiza o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa), método utilizado para medir, de forma ágil, a infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya em diferentes regiões da cidade. A iniciativa teve início nesta segunda-feira (12).
Agentes de endemias visitam uma amostra de imóveis em toda a cidade, recolhendo larvas encontradas, que são encaminhadas para análise. A partir desse trabalho, é possível elaborar rapidamente um mapa de risco e direcionar ações como mutirões, nebulização e campanhas educativas.