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Marília
sáb. 22 dez. 2018

Governo Daniel deve definir destino do lixo pelos próximos 30 anos

por Leonardo Moreno

Destino do lixo nos próximos 30 anos será decidido em Marília (Foto: Arquivo)

Um chamamento público aberto pela Prefeitura de Marília no final de novembro e marcado para o último dia útil do ano, 28 de dezembro, vai definir o destino milionário do lixo residencial do município pelos próximos 30 anos.

A administração municipal pretende transformar o lixo doméstico em energia, na forma de gás e/ou carvão.

Empresas interessadas em implementar uma usina na cidade para utilizar técnicas conhecidas como pirólise e gaseificação farão suas propostas na semana que vem.

Será uma grande mudança, já que desde 2011 o lixo produzido em Marília é levado para aterros em outras cidades por meio do serviço de transbordo.

Entre 2013 e o último dia 12 de dezembro a empresa contratada para essa função era a Monte Azul e o último reajuste garantiu no contrato mais de R$ 1 milhão por mês pela função.

No momento a empresa Peralta Ambiental acaba de ser contratada emergencialmente com dispensa de licitação para o serviço. O Ministério Público chegou a abrir um inquérito para investigar o caso.

Matéria publicadas nos últimos dias mostram detalhes sobre o problema do lixo [clique aqui e aqui].

Ontem (21) a Prefeitura de Marília divulgou a licitação de concorrência para a contratação de uma empresa que realizará a coleta e transbordo do lixo durante 12 meses. A  nova empresa deve assumir em 2019 após o atual contrato emergencial com a Peralta. Coleta seletiva e limpeza de córregos foram incluídas nas obrigações para os concorrentes, com previsão de pagamento chegando a R$ 22.798.621 milhões ao ano.

Novo modelo

O modelo que deve ser implementado durante as próximas três décadas na cidade não é uma unanimidade.

Ambientalistas ouvidos pelo Marília Notícia têm restrições aos processos de gaseificação e pirólise e afirma que as técnicas são obsoletas, ou seja, que estão em desuso, ao menos nos países do chamado “primeiro mundo”.

Mesmo com exigência de autorização dos órgãos ambientais e enquadramento dos padrões legais, existem emissões atmosféricas, risco de contaminação do subsolo e reservas de água e a produção de rejeito que varia entre 5% e 9% do total de lixo processado.

Uma audiência pública realizada no ano passado em Marília discutiu a viabilidade do reaproveitamento energético na cidade. Um dos participantes foi Sérgio Urbaneja, da Organização Não Governamental (ONG) Origem.

“Os resíduos sólidos domiciliares poderiam ser triados e encaminhados para reciclagem e, no caso do orgânico, para produção de adubo, por meio de compostagem, para ser distribuído aos produtores rurais, hortas urbanas e canteiros públicos”, sugere.

De acordo com ele, países que convivem com a neve, como o Canadá ou nações europeias, têm deixado de lado tecnologias como a que Marília quer implementar e tem optado por fontes de energia limpa e sustentável.

“Na Alemanha, por exemplo, é preciso de calefação para aquecer os prédios e não existe uma agricultura como a nossa, por isso há 40 anos eles utilizavam a pirólise e a gaseificação. A sociedade civil se organizou e exigiu mudanças”, explica Sérgio.

Para completar, a realidade tropical brasileira é completamente diferente, com abundância de recursos naturais que possibilitam a energia hidrelétrica, eólica e solar. “Temos água, vento e sol em abundância”, diz o integrante da Origem.

A Origem chegou a publicar um manifesto contra a intenção da Prefeitura.

Licitação

A Prefeitura pagará um valor mensal para a empresa que será contratada para dar destinação aos resíduos produzidos nas residências de Marília.

Esse pagamento tem o nome técnico de “contraprestação pública mensal” e só é pago caso a empresa atinja certos indicadores de desempenho.

Ganha o certame quem cobrar menos do poder público e apresentar a melhor proposta técnica.

O vencedor da licitação ainda pode lucrar com a venda dos produtos finais – o lixo transformado em combustível.

A discussão sobre o assunto começou oficialmente com audiência pública no ano passado, seguida da contratação de um estudo de viabilidade técnica, econômico-financeira e jurídica para o reaproveitamento energético dos resíduos.

Para participar, a empresa ou consórcio (grupo de empresas), deve ter capital social de pelo menos 3,8 milhões.

De cara, quem vencer já precisa desembolsar pouco mais de R$ 1,1 milhão para pagar a consultoria que embasa a licitação em andamento.

Gaseificação e Pirólise

De acordo com o Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), pirólise ou carbonização é o mais simples e mais antigo processo de conversão de um combustível em outro de melhor qualidade e conteúdo energético (carvão).

O processo consiste em aquecer o material original (normalmente entre 300°C e 500°C), na “quase ausência” de ar. A pirólise também produz gás combustível.

Gaseificação é um processo de conversão de combustíveis sólidos ou líquidos em gasosos (chamado de producer gas ou gás pobre), por meio de reações termoquímicas, envolvendo vapor quente e ar, ou oxigênio.

De forma geral, o gás produzido a partir da gaseificação da biomassa tem muitas aplicações práticas, desde a queima em motores de combustão interna e turbina a gás para a geração de energia mecânica e elétrica; ou a geração direta de calor; ou ainda como matéria-prima na obtenção de combustíveis líquidos, tais como diesel e gasolina, metanol, etanol, amônia, hidrogênio, e outros produtos químicos, através de processos de síntese química catalítica.

Prefeitura

A reportagem do Marília Notícia tenta há 20 dias uma reportagem com integrantes do governo municipal sobre o assunto, para que sejam apresentados os pontos positivos dos processos que devem ser aplicados nos próximos 30 anos ao lixo produzido na cidade.

A assessoria de imprensa da Prefeitura indicou o atual secretário da Saúde, Ricardo Sevilha Mustafá, que esteve à frente da pasta da Limpeza Pública e Meio Ambiente durante as tratativas do modelo que deveria ser adotado (pirólise e gaseificação).

Ricardo chegou a marcar uma data para encontro com a equipe do site, mas não atendeu mais as ligações para confirmar o local e horário, nem respondeu as mensagens enviadas.

Nos últimos dias a equipe do MN falou rapidamente por telefone com o atual secretário de Limpeza Pública e Meio Ambiente, Vanderlei Dolce, mas ele disse que não poderia falar sobre o assunto naquele momento.

Com a alegação de que precisava levantar todos os dados, pôs fim ao telefonema com a promessa de voltar a conversar sobre o assunto no dia seguinte. No entanto, Vanderlei também deixou de atender as ligações da reportagem.

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