Golpista cria trama sobre fraude bancária e mariliense perde R$ 284 mil
Uma aposentada de Marília foi vítima de um golpe que resultou em um prejuízo de R$ 284 mil. O crime ocorreu por meio de mensagens e ligações telefônicas, nas quais a golpista convenceu a vítima de que uma agência bancária da cidade estaria envolvida em uma grande fraude e que seria necessário agir para “proteger” a conta.
A vítima, de 63 anos, começou a ser contatada no dia 7 de janeiro por uma pessoa que se apresentou como suposta gerente da agência. Utilizando um telefone com aparência comercial — iniciado pelo prefixo 4003 — e mensagens via WhatsApp com o logotipo do banco, a falsa gerente alegou que a conta da aposentada estaria relacionada a um suposto vazamento de dados, com possível envolvimento de funcionários da instituição.
Sob orientação da golpista, a idosa foi até a agência localizada na avenida Rio Branco e solicitou o aumento do limite diário de transferências via PIX, que passou a ser de R$ 110 mil.
Ela foi instruída a não informar aos funcionários o “verdadeiro motivo” do pedido, sob a alegação de que se tratava de uma medida de segurança diante de uma fraude interna, e a justificar apenas que pretendia comprar um imóvel.
Nos dias seguintes, seguindo as orientações recebidas, a aposentada realizou diversas transferências via PIX, acreditando que estava adotando procedimentos de segurança. Apenas no dia 12 de janeiro, após contato de uma gerente verdadeira do banco, ela descobriu o golpe.
Duas das principais transações ficaram próximas do limite diário de R$ 110 mil. Em poucos dias, o golpe resultou na subtração de R$ 284 mil da conta da vítima.
O caso é investigado pela Polícia Civil como estelionato. A orientação é para que a população desconfie de ligações ou mensagens que solicitem dados bancários ou transferências de valores, especialmente quando há pedido para manter sigilo sobre a situação.