Foto obtida pelo MN comprova passagem de jatinho ligado a Vorcaro em Marília

Uma fotografia obtida com exclusividade pelo Marília Notícia reforça a passagem, por Marília, de um jatinho ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro na mesma data em que, segundo informações publicadas pela imprensa nacional, teria ocorrido o deslocamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para a cidade natal.
A imagem, publicada em site especializado em aviação e confirmada pela reportagem do MN, mostra a aeronave na pista do Aeroporto Frank Miloye Milenkovich em 21 de março de 2025. O registro coincide com dados de rastreamento e informações divulgadas pelo portal Metrópoles, que apontam a movimentação do jato executivo na mesma data.
De acordo com a apuração, o avião — um Embraer Phenom 300, de matrícula PR-SAD — teria partido do Rio de Janeiro na madrugada daquele dia, com destino a Brasília. Após permanecer na capital federal, seguiu para Marília, onde pousou às 15h18. A movimentação pode ser verificada por meio do sistema Automatic Dependent Surveillance – Broadcast (ADS-B), utilizado para monitoramento de voos.

Ainda conforme o portal, a viagem ocorreu no mesmo período em que agentes de segurança do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) foram deslocados a Marília para prestar apoio a uma autoridade do STF. O tribunal informou que três seguranças permaneceram na cidade entre os dias 20 e 24 de março, sem divulgar o nome do magistrado atendido.
O mesmo jato voltou a ser associado ao ministro meses depois. Em julho de 2025, Dias Toffoli utilizou a aeronave em deslocamento de Brasília a Marília, conforme noticiado pelo jornal Folha de S.Paulo. Natural de Marília, o ministro mantém vínculos familiares na cidade e costuma visitá-la com frequência. No município, também está registrada a empresa Maridt Participações S.A., ligada à família.
O episódio ocorre em meio a discussões sobre a relação entre integrantes do STF e agentes econômicos com interesses em processos julgados pela Corte. Dias Toffoli foi relator inicial do chamado “Caso Master”, envolvendo o banco ligado a Daniel Vorcaro, mas deixou a condução do processo após alegar foro íntimo, em meio a pressões internas e externas.