Com menos nascimentos, Marília registra variação na mortalidade infantil
Marília registrou variação na taxa de mortalidade infantil em 2024, conforme dados atualizados da Fundação Seade divulgados nesta semana. O índice passou de 13,81 óbitos por mil nascidos vivos em 2023 para 15,15 no ano seguinte, após um período de relativa estabilidade no município.
Segundo a Fundação Seade, o número absoluto de mortes de crianças com menos de um ano teve leve alteração, de 36 para 37 casos. A mudança na taxa está relacionada, principalmente, à redução no total de nascimentos, que caiu de 2.607 em 2023 para 2.442 em 2024, o que impacta diretamente o cálculo proporcional.
A distribuição dos óbitos por período de vida mostra alteração no perfil dos registros. As mortes no período pós-neonatal, entre 28 e 364 dias de vida, passaram de 10 para 17 casos. Já os óbitos no período neonatal precoce, que corresponde aos primeiros seis dias de vida e costuma estar associado à assistência ao parto, recuaram de 22 para 14.

Em relação às causas, as afecções perinatais permaneceram como o principal fator dos óbitos infantis, seguidas pelas malformações congênitas. Em 2024, houve leve redução na taxa específica das causas perinatais, enquanto doenças infecciosas e parasitárias voltaram a aparecer nos registros.
O histórico indica que Marília apresenta oscilações periódicas nas taxas de mortalidade infantil desde 2000. Com o índice registrado em 2024, o município passou a se enquadrar na faixa entre 15,0 e 19,9 óbitos por mil nascidos vivos, classificada como de atenção, segundo critérios da Fundação Seade.
O órgão informa que os dados são elaborados a partir dos registros dos cartórios de Registro Civil dos municípios paulistas. A atualização divulgada agora em janeiro de 2026 destaca a importância do acompanhamento contínuo dos óbitos infantis, especialmente daqueles considerados evitáveis após o primeiro mês de vida.