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Brasil e Mundo
qua. 17 fev. 2016

Cientistas descobrem maneira de “apagar” memórias ruins

por Amanda Brandão
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Cenas do filme “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”.

Quem já assistiu o filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças lembra muito bem que o protagonista Joel faz um procedimento para esquecer tudo o que viveu com a ex-namorada, Clementine. Mas o que parecia ser possível apenas na ficção, parece que está perto da realidade.

Isso porque um documentário recente do canal americano PBS, Memory Hackers, mostrou que poderemos “apagar” memórias dolorosas para nós e no lugar delas, implantar novas.

Segundo o cientista Richard Gray, um dos responsáveis pela pesquisa, o estudo sugere que memórias podem ser manipuladas porque elas ‘agem’ como se fossem feitas de vidro, em um estado antes de ele se tornar sólido. “Quando uma memória é ‘solicitada’ novamente, contudo, ela volta a esse estado maleável e permite alterações”, afirmou em entrevista ao The Telegraph.

Para provar que isso é possível, os pesquisadores fizeram um teste com pessoas que tem pavor de aranhas. Três grupos de voluntários com aracnobofia foram organizados e dois deles encararam uma tarântula em uma garrafa de vidro, para que suas memórias traumatizantes com aranhas fossem ativadas, e então receberam propranolol ou um placebo.

O terceiro grupo recebeu apenas propranolol, sem ver a aranha, para que os pesquisadores pudessem eliminar a possibilidade de que a droga, simplesmente, pudesse reduzir o medo.

Os resultados são um tanto quanto inusitados porque o grupo que recebeu placebo ou não foi exposto a aranha continuou com o mesmo medo, aqueles que receberam a droga e encararam a tarântula foram capazes de tocar o animal em poucos dias. Em três meses, a maioria deles foi capaz de segurar a aranha confortavelmente, e o medo não voltou por mais de um ano. A fobia havia sido, para todos os efeitos, “deletada”.

Esse foi apenas alguns testes que os cientistas fizeram, mas até então eles ainda não tentaram apagar a memória em humanos. Os pesquisadores afirmam ainda que a ideia da pesquisa não é apagar inteiramente as memórias tristes das pessoas, e sim torná-las menos estressantes ou dolorosas.

Fonte: Yahoo

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