MN Logo

12 anos. Mais de 101 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Brasil e Mundo
qua. 12 jun. 2024
SAÚDE

Cidade de São Paulo concentra quase todos os casos de coqueluche do Estado

Das 109 ocorrências registradas no estado, 105 estão na capital paulista; a vacinação é o único meio de prevenção da doença.
por Folhapress

A capital paulista concentra 96,3% dos casos de coqueluche do estado. De 1º de janeiro a 5 de junho, o CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica), ligado a Secretaria Estadual da Saúde, confirmou 109 ocorrências da doença. Destas, 105 estão na cidade de São Paulo.

“Nem todos os locais fazem a investigação como deveria. Segundo, é a maior concentração populacional do estado de São Paulo -teoricamente já era para ter maior número de casos mesmo. O terceiro fator é a disseminação do processo. Se você tem um bebezinho com coqueluche na creche e não faz a investigação adequada, a doença passa para os demais”, afirma o pediatra e infectologista pediátrico Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

Embora os casos de coqueluche tenham diminuído com a vacinação, a doença nunca deixou de circular. E, com a piora da cobertura vacinal, voltaram a aumentar.

A coqueluche é transmitida pela bactéria Bordetella pertussis, principalmente através de gotículas de secreções da orofaringe eliminadas pela fala, tosse e pelo espirro.

“Na fase inicial é uma tosse comum, um quadro gripal que dura, em média, duas, três semanas. E depois começa a tosse paroxística. É a tosse em guinchos. A criança tosse até ter falta de ar. Nessa fase, que dura cerca de quatro semanas, costumamos ter as maiores complicações da coqueluche. Depois vem a terceira fase, que é de recuperação. Leva de três a quatro semanas”, diz Otsuka.

“A doença se caracteriza por um comprometimento respiratório, principalmente em crianças pequenas, em bebês que não foram vacinados ou que ainda não têm todas as doses da vacina.”

Segundo Igor Maia Marinho, médico assistente da enfermaria de infectologia do Hospital das Clínicas de São Paulo e infectologista da clínica Sartor, além da tosse, o doente pode apresentar mal-estar, prostração, coriza e febre baixa. Quando a tosse passa de seca a descontrolada, compromete o sono, a respiração, o hábito de se alimentar e causa vômitos. Neste momento, é necessário internar.

Nos casos graves, a coqueluche pode comprometer o sistema nervoso central e levar à insuficiência respiratória, encefalite e alterações pulmonares, como por exemplo, pneumotórax (colapso do pulmão), enfisema, ruptura do diafragma.

“Qualquer criança que tenha uma tosse que não melhore, por mais de quatro ou cinco dias, que esteja atrapalhando a criança nos hábitos diários, a se alimentar, deixando-a mais sonolenta e com dificuldade respiratória, deve ser levada a um serviço hospitalar para que seja investigada a possibilidade de coqueluche ou de outro quadro respiratório”, diz Marinho.

A coqueluche é mais comum em bebês abaixo de um ano, que não foram vacinados ou não completaram o esquema. Dados da capital paulista de janeiro a 1º de junho de 2024 mostram que a faixa etária com mais casos (64) é a de 10 a 14 anos. Em menores de um ano há cinco casos.

Em 2024, na cidade de são Paulo, as semanas epidemiológicas 18 (28/04 a 04/05) e 20 (12 a 18/05) foram as que tiveram mais confirmações da doença –15 em cada.

O avanço da coqueluche fez com que a Secretaria Municipal da Saúde emitisse um alerta aos serviços de saúde públicos e privados da capital para atualizar o cenário epidemiológico da doença e sensibilizar os profissionais em relação aos sintomas respiratórios com tosse persistentes por mais de 14 dias.

A pentavalente (DTP/HB/Hib) – vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae B (conjugada) – é aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. O imunizante previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pela bactéria H. influenzae tipo B.

A cobertura vacinal da pentavalente no estado, de janeiro a abril de 2024, foi de 76,3%. No município, até fevereiro deste ano, chegou a 93,85%.

O Ministério da Saúde oferta a vacina DTP na rotina do Calendário Nacional de Vacinação, como dose de reforço (aos 15 meses e 4 anos), em continuidade ao esquema primário realizado com a pentavalente.
Para profissionais de saúde e gestantes é indicada a vacina acelular do tipo adulto (dTpa). Nos caso das grávidas, o imunizante deve ser administrado a cada gestação, a partir da 20ª semana. “Quando a gestante é vacinada, o bebê já nasce com uma carga de anticorpo maior e fica mais protegido para esses quadros”, afirma Otsuka.

São medidas de prevenção cobrir a boca ao tossir, a higiene das mãos e o uso de máscaras pelos doentes.

***

POR PATRÍCIA PASQUINI

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Pátio ferroviário vira comércio fantasma após retirada dos camelôs
  • 2
    Morre em Marília homem que sofreu queda de ônibus e bateu a cabeça na região
  • 3
    Morre jovem vítima de grave acidente na região central de Marília
  • 4
    Marília garante 304 moradias populares em parceria com o governo paulista

Escolhas do editor

FERROVIAS
Pátio ferroviário vira comércio fantasma após retirada dos camelôsPátio ferroviário vira comércio fantasma após retirada dos camelôs
Pátio ferroviário vira comércio fantasma após retirada dos camelôs
Carnaval do Yara Clube aposta em experiência dupla nas noites principaisCarnaval do Yara Clube aposta em experiência dupla nas noites principais
Carnaval do Yara Clube aposta em experiência dupla nas noites principais
HABITAÇÃO
Marília garante 304 moradias populares em parceria com o governo paulistaMarília garante 304 moradias populares em parceria com o governo paulista
Marília garante 304 moradias populares em parceria com o governo paulista
SERVIÇO PÚBLICO
Prefeitura de Quintana antecipa pagamento do 13º salário dos servidoresPrefeitura de Quintana antecipa pagamento do 13º salário dos servidores
Prefeitura de Quintana antecipa pagamento do 13º salário dos servidores

Últimas notícias

CEO da Rock World palestra em Marília sobre inovação e experiência do cliente
Anvisa e MPF assinam acordo para combater cigarros eletrônicos
SP: Defesa Civil emite alerta extremo de temporal no litoral de SP
Fies 2026: inscrições para o 1º semestre terminam nesta sexta-feira

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie