Casal é preso por tráfico de drogas e associação criminosa na zona norte

A Polícia Civil de Marília, por meio da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), prendeu um casal por tráfico de drogas e associação para o crime na zona norte da cidade. Um levantamento prévio, posteriormente confirmado, indicava a existência de um ponto de venda de entorpecentes no cruzamento de vias do Jardim Primavera.
Segundo a Polícia Civil, investigadores flagraram a atividade na esquina das ruas Luigi Marega e Manoel Nogueira Dias. A operação contou com observação velada — uma campana realizada sem que os suspeitos percebessem a presença policial.
De acordo com relatório da Dise, o tráfico era organizado pelo casal. O homem, de 43 anos, ficava responsável por atender os usuários diretamente na via pública, enquanto a mulher, de 22, buscava as porções de drogas escondidas em um terreno baldio próximo e as entregava ao comparsa.
Durante o período de vigilância, os policiais presenciaram ao menos duas vendas de drogas, sempre com a mesma dinâmica. Após as negociações, os usuários deixavam o local rapidamente. Por estratégia operacional, não houve abordagem aos compradores naquele momento, com prioridade para a prisão dos suspeitos.
O casal foi surpreendido ao deixar o ponto de venda, quando, segundo a polícia, cada um carregava uma sacola. Ao perceberem a aproximação da equipe, os dois dispensaram os objetos no chão, mas foram imediatamente cercados e detidos, sem oferecer resistência.
Na revista pessoal, os agentes encontraram com o homem R$ 121 em dinheiro, além de porções de cocaína, maconha e crack. Com a mulher, foram localizados R$ 30, microtubos com cocaína e dezenas de porções do entorpecente.
Nas sacolas dispensadas pelo casal, os investigadores apreenderam centenas de porções de drogas, entre cocaína, crack, maconha e skunk, todas fracionadas e embaladas de diferentes formas.
Ainda conforme a polícia, o casal teria confessado informalmente no local que comercializava drogas desde o início do dia e que os entorpecentes haviam sido adquiridos de um terceiro.
Para a Polícia Civil, a quantidade, a variedade e a forma de acondicionamento do material apreendido indicam uma ação estruturada. O delegado responsável pelo caso representou pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.