Camelódromo na antiga estação ferroviária amanhece fechado

A área de comércio popular instalada sob os trilhos da ferrovia, ao longo da desativada estação ferroviária de Marília, amanheceu nesta sexta-feira (2) fechada e sem qualquer atividade comercial.
Poucos comerciantes ainda desinstalavam seus boxes, retirando produtos e mercadorias, enquanto outros desmontavam estruturas que, até poucos dias atrás, serviam de base para vendas e armazenamento de estoques.
No feriado de 1º de janeiro, a maior parte dos comerciantes realizou o esvaziamento do camelódromo, em cumprimento à decisão judicial que determinou a desocupação da área em favor da concessionária Rumo Logística.

Durante a movimentação, houve acompanhamento por escolta armada da empresa. Não foram registrados incidentes nem conflitos. Nesta sexta-feira, alguns comerciantes ainda davam continuidade ao processo de retirada.
Entre eles, a expectativa recai sobre a próxima segunda-feira (5), quando acreditam que a Rumo Logística possa iniciar a limpeza da área e, posteriormente, a demolição das instalações que ocupavam o leito ferroviário.
“Aqui vai voltar a ser uma cracolândia”, afirmou um dos comerciantes que finalizava a limpeza do boxe. “Ninguém conseguiu dar jeito aqui: nem a polícia, nem a Prefeitura e nem mesmo a própria Rumo. A gente, com o camelódromo, conseguiu. Mas a decisão judicial foi tomada”, completou.

Ao menos 52 comerciantes atuavam no local, embora o comércio popular funcionasse em área ocupada irregularmente.
Nos próximos meses, a Rumo Logística pode iniciar o restabelecimento do transporte ferroviário na antiga malha da Alta Paulista. A princípio, estão previstas apenas operações com trens de carga.
Nesta sexta-feira, a movimentação se restringiu à desinstalação das estruturas.