MN Logo

12 anos. Mais de 101 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Entrevista da Semana
dom. 28 jan. 2024
Darlene Tozin

‘Aprendi a ter empatia, mas não posso demostrar fraqueza’, diz nova delegada da DDM

Darlene Rocha Costa Tozin assumiu a DDM neste mês e é a personagem da Entrevista da Semana.
por Marcelo Martin
Darlene assumiu a operação da DDM neste mês de janeiro (Foto: Marcelo Martin/Marília Notícia)

Darlene Rocha Costa Tozin, de 40 anos, assumiu a frente da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília neste mês de janeiro. A delegada já tem nove anos de experiência no comando da repartição que trata de violências domésticas e crimes de violação sexual.

Antes de assumir a delegacia de Marília, Darlene comandou os trabalhos da DDM em Presidente Epitácio, onde começou sua carreira como delegada e ficou por cinco anos. Depois, seguiu para Garça por mais quatro anos.

Darlene ainda ficou quase dois anos da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília antes de aceitar o convite para retornar ao comando de uma DDM, desta vez, também em Marília.

Ela é formada em direito pela Univem (Centro Universitário Eurípides de Marília), já teve registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e é filha do atual coordenador da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, delegado José Carlos Costa, em que sem espelhou e seguiu os passos.

A nova titular da DDM local é a personagem da Entrevista da Semana e contou um pouco ao Marília Notícia sobre sua vida e os desafios e motivações da profissão.

***

Delegada já tem experiência de quase 11 anos (Foto: Marcelo Martin/Marília Notícia)

MN – Você chegou a trabalhar como advogada, como foi?

DARLENE– Eu fui inscrita na OAB por um ou dois anos, mas era incompatível com o meu sonho de ser delegada de polícia. Eu queria prender o bandido e não soltar ele. Nada contra os advogados criminalistas, mas cada um tem um sonho e aquele não era o meu.

MN – Ser delegada sempre foi o seu sonho?

DARLENE – Meu pai é delegado há 38 anos e eu tenho 40 anos, então eu nasci e cresci dentro da delegacia, é uma motivação de infância. Eu cresci vendo meu pai trabalhar e fui me espelhando naquilo. Sempre gostei da parte de investigação e adorava quando ele chegava em casa e contava os casos do dia, de como investigou e prendeu.

MN – Se gosta tanto de investigação, por que deixou a DIG para volta à DDM?

DARLENE – Quem me conhece sabe o quanto amo essa parte, mas quando eu recebi o convite sabia que era hora de voltar. Neste momento da minha vida, eu consigo ajudar mais pessoas do que ajudaria na DIG. Esse é o meu propósito.

MN – O que aprendeu durante esses anos nas outras DDM e que trouxe para Marília?

DARLENE – Aprendi a ter empatia e controle emocional. É difícil ver uma criança que acabou de se abusada e não poder cair uma lágrima. Eu tenho um filho de nove meses. Eu penso em quantas crianças eu atendi nestes nove anos e quantas vezes eu segurei o choro. Quem está atrás da mesa trabalhando está segurando muita coisa.

MN – Vejo que se emocionou em pensar no filho. Como é segurar a emoção durante a entrevista?

DARLENE – Eu aprendi a ter empatia, mas não posso demonstrar fraqueza ou qualquer sentimento. Aquela vítima, principalmente a criança, te olha e enxerga em você uma salvação. Na hora do atendimento, a gente respira e precisa ser profissional. Se não conseguir separar o pessoal do profissional, não consegue atender uma mulher ou criança estuprada.

Sua motivação é ajudar pessoas (Foto: Marcelo Martin/Marília Notícia)

MN – E o que acontece quando volta para a casa?

DARLENE – Saio da porta, acabou. Respira, reflete e “vamos”, porque eu tenho uma criança pequena para cuidar.

MN – O que faz para liberar toda a carga do trabalho?

DARLENE – Eu tenho vício em esporte, eu extravaso tudo no esporte. Se eu tenho uma folga, eu estou na academia. E meu filho me acompanha. Todo mundo sabe e todo mundo ajuda, ele vai passando de colo em colo, porque eu preciso ter um momento, senão eu não aguento. É difícil lidar com o sentimento dos outros.

MN – Como toda essa carga e um filho pequeno para criar, vale a pena ser delegada da DDM?

DARLENE – Teve um caso em Presidente Epitácio que sempre cito. Um menino de sete anos foi abusado por um primo dentro de casa. Na entrevista, o menino olhava para mim com desespero e eu consegui fazer a prisão do primo em questão de dias. Na outra semana, sem esperar, ele entrou na delegacia – a mãe dizia que ele queria ver a tia – e trouxe uma flor para mim. Senti o carinho daquela criança e acho que ele nunca vai me esquecer. Isso para mim não tem preço, é isso que me motiva.

MN – Você sabe quantas pessoas já ajudou como delegada?

DARLENE – Eu não faço ideia de quantas pessoas eu ajudei, foram muitas. Mas eu prefiro não pensar em quantas foram. É um dia por vez.

Faça parte do nosso grupo de WhatsApp. Entre aqui!

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
  • 2
    Clientes denunciam loja de shopping após suspeita de fraude na compra de celulares
  • 3
    Marília perde o corretor José Pedro Moreira, inspiração para o setor imobiliário
  • 4
    Jovem reage com cotovelada em policial, tenta pegar arma, mas acaba detido com droga

Escolhas do editor

ACIDENTES DE TRABALHO
Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último anoMortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
REVITALIZAÇÃO
Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em MaríliaPrefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília
Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília
MERCADO IMOBILIÁRIO
Financiamentos imobiliários quadruplicam em cinco anos em MaríliaFinanciamentos imobiliários quadruplicam em cinco anos em Marília
Financiamentos imobiliários quadruplicam em cinco anos em Marília
PODER LEGISLATIVO
Câmara de Marília retoma sessões e vota projeto do complexo da represa CascataCâmara de Marília retoma sessões e vota projeto do complexo da represa Cascata
Câmara de Marília retoma sessões e vota projeto do complexo da represa Cascata

Últimas notícias

Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília
Água: o hábito de cuidar desse recurso essencial começa em casa e gera grande economia
Reforma da USF Aeroporto garante nova estrutura e mais cuidado, diz Danilo

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie