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Marília
qui. 21 jan. 2021

‘Antivacinas’ de Marília tentam explicar teoria com argumentos políticos

por Carlos Rodrigues

Advogado diz não confiar em vacina adquirida pelo governo paulista (Foto: Arquivo Pessoal)

Atualmente é raro encontrar depoimentos de pessoas que rejeitam as vacinas contra o coronavírus, sem utilizar argumentos políticos. Em geral, “negacionistas” preferem o barulho das redes sociais a questionamentos objetivos sobre a origem de suas teorias.

Ao longo da história, a vacinação foi a resposta para o controle de diversas infecções virais. Já a polêmica – na proporção atual – é resultado do embate ideológico que tem despendido tempo e energia em plena pandemia.

Popular em Marília, o advogado Rabih Nemer, de 66 anos, é declaradamente contrário à vacina. Ele aceitou se manifestar ao site e disse que não pretende aderir ao imunizante, quando for iniciada a vacinação em sua faixa etária.

A resistência maior é ao imunobiológico Coronavac, desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O motivo central, admite, é a desconfiança, que envolve afirmações políticas e equívocos na linha do tempo da própria pandemia.

“Como pode o Doria (governador do Estado) ter assinado contrato com a China em setembro? Como ele sabia? Já estava tudo articulado, desde ao ano passado”, acusa.

O advogado responsabiliza o país asiático pela propagação do vírus e aponta, sem citar evidência, que a pandemia foi resultado de uma ação intencional em que “ocultaram a verdade e espalharam (o vírus) pelo mundo”. O governador paulista estaria se aproveitando da situação.

Rabih rejeita ser negacionista. Ele afirma que usa máscara – somente onde é obrigatório – e evita cumprimentos e muito contato físico com pessoas de fora do seu convívio diário. “O vírus existe. Depois de uns três meses, talvez, eu tome a vacina (Oxford), mas essa chinesa não”, afirma.

Professor negacionista

Crítico da vacina nas redes sociais, entusiasta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), um professor de 43 anos ouvido pelo MN vai além.

Ele relativiza as mortes e defende que os estudos feitos (pelos laboratórios que tiveram uso emergencial aprovado) seriam insuficientes. “O número de mortes (pelo coronavírus) é percentualmente baixo”, garante.

Questionado se tomaria a Coronavac (distribuição já iniciada no país) ou mesmo vacina Oxford/Astrazeneca, é enfático. “Nenhuma. Não acho segura vacina sem testes longitudinais”, justifica.

O professor, que afirma lecionar biologia, diz que “testes longitudinais são aqueles feitos ao longo de um grande período de tempo e que podem identificar possíveis alterações na saúde das pessoas”.

Sobre o fato da doença já ter matado mais de um milhão de pessoas no mundo, e 220 mil somente no Brasil, ele rebate.

“Há outros condicionantes que estão bastante obscuros. Sobre notificação de casos é uma delas. Isso pode ser corroborado fazendo um levantamento de dados de mortes entre 2019 e 2020. Entre março e julho de 2020 morreram menos 39 mil pessoas só de pneumonia”, afirmou, sem explicar a origem do número, nem base de comparação.

Para completar, o professor disse “não confiar, neste momento, em algo que tenha as mãos do partido comunista chinês”. Ele pediu anonimato, alegando haver uma “onda de perseguição” a todos os conservadores.

Saúde, sem política

Trabalhando no terceiro setor em uma entidade da Saúde, o gerente de captação de recursos Alex Torres é crítico da gestão estadual.

Um dos motivos, segundo ele, foi a recente redução de 12% nos recursos de programas de apoio a hospitais (pró-Santas Casas e SUStentáveis).

Porém, como cidadão, o gerente vê a necessidade de dissociar a política da questão da vacina.

“A vacinação é o momento mais esperado por muitos. Não é legal os governantes fazerem deste momento um palanque político, mas esperança é que todos possamos ser vacinados e dar seguimento em nossas vidas”, disse.

Mitos e desinformação

Nas redes sociais são muitas as mensagens que relacionam vacinas a causa de doenças, como parte do folclore negacionista.

A pandemia que parou o mundo no início de 2020 mobilizou a indústria farmacêutica e institutos de pesquisas. Os imunizantes aprovados por diferentes agências sanitárias, em uso no mundo, tiveram autorização emergencial.

Norteados por autoridades sanitárias, governos – independente de espectro político – se basearam em estudos que têm por base amostras da população e adotaram a vacinação como uma resposta aos efeitos devastadores do coronavírus.

O percentual de eficácia varia de acordo com o produto. Apesar de correntes de mensagens e fake news contra as vacinas, não houve registro expressivo de danos graves provocados à saúde, pela utilização de imunizantes ao coronavírus.

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