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Marília
seg. 31 jul. 2017

Família dá volta por cima após passar por drama da Coqueluche

por Marília Notícia

Cristiane Santina da Silva com a pequena Maysa: família sofreu com a coqueluche (Foto: Leonardo Moreno)

“Tosse, tosse, tosse, até perder o fôlego e ficar roxinha”, descreve a dona de casa Cristiane Santina da Silva, 39 anos, mãe da pequena Maysa, de três anos, sobre as crises provocadas pela coqueluche. A família mora no Jardim São Vicente de Paulo, na zona Sul de Marília.

A criança ficou doente em 2014, quando houve um pico da doença e 30 internações foram registrados no município. Nos últimos cinco anos, Marília teve 82 casos de pacientes internados com coqueluche, doença também conhecida como “tosse comprida”.

Os dados foram obtidos pela reportagem em consulta ao banco de dados do DataSus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde). A coqueluche é doença de comunicação obrigatória.

Apenas em 2017 foram cinco casos de internação entre janeiro e maio. No ano passado, foram 16 e, em 2015, 10. Nos anos de 2013 e o anterior, antes do surto em 2014, foram 12 e 9 ocorrências.

Entre 2008, desde quando existem dados no DataSus, e 2011, foram 11 internações. Cinco em 2008, uma em 2009, zero em 2010 e outras cinco em 2011.

Segundo especialistas ouvidos pelo Marília Notícia, as principais vítimas da doença são bebês ainda não imunizados e idosos que não estão com a carteira de vacinação atualizada.

“Tosse, tosse, tosse, até perder o fôlego e ficar roxinha”, descreve a mãe que agora comemora a recuperação (Foto: Leonardo Moreno)

Maysa

No caso da pequena Maysa, a mãe conta que haviam sido feitas as duas primeiras doses da vacinação, aos dois e quatro meses. “Não pudemos dar a dose do sexto mês porque ela ficou doente. E demoramos para conseguir o diagnóstico. Foram três meses sofridos de tratamento, a princípio o pediatra achou que era alguma alergia”.

Cristiane conta que a filha passava dias e noites tossindo. Para aliviar, era preciso colocar a garota de costas e dar batidinhas nas costas. Depois vinham os gemidos de dor e muito catarro. Foram usados vários medicamentos até a confirmação da doença e a aplicação do tratamento adequado.

“Todos sofremos muito. Meus pais vinham dormir em casa para ajudar a cuidar da Maysa. É uma doença grave e eu tinha muito medo, pois demorei 16 anos para engravidar, não queria perde-la. Era uma tosse que não tinha fim, fora do comum, ficávamos em pânico”, conta Cristiane.

Durante o período em que ficou doente, a criança praticamente não se desenvolveu e quase precisou ir para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

Após o susto e bastante sofrimento, hoje a mãe descreve aliviada a simpática menina como “forte e esperta”, no entanto foi necessário atualizar a vacinação e “entrar com vitamina para recuperar o desenvolvimento dela”.

Coqueluche

Especialistas ouvidos pela reportagem explicaram que a prevenção da coqueluche é feita por meio da vacinação, com três doses até os seis meses de vida e outros dois reforços durante a infância, oferecidos gratuitamente pelo SUS. Após essa idade, a vacina só é possível em clínicas particulares.

Segundo o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz, a coqueluche, ou pertussis, é uma doença infecciosa aguda e transmissível, que compromete o aparelho respiratório (traquéia e brônquios). É causada pela bactéria Bordetella pertussis.

A doença evolui em três fases sucessivas. A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca.

Em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum.

Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

Acontece principalmente pelo contato direto da pessoa doente com uma pessoa suscetível, não vacinada, através de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou ao falar.

Também pode ser transmitida pelo contato com objetos contaminados com secreções do doente. A coqueluche é especialmente transmissível na fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas.

Especialistas ouvidos pela reportagem explicaram que a prevenção da coqueluche é feita por meio da vacinação; marilienses provaram na pele problemas da doença (Foto: Leonardo Moreno)

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