Denúncia aponta ataque a aves com arma de chumbinho em condomínio de luxo

A Polícia Civil de Marília investiga mais um caso suspeito de crime ambiental em um condomínio de luxo na zona leste da cidade.
A ocorrência foi registrada através da Delegacia Eletrônica após a localização de aves com perfurações compatíveis com disparos de arma de chumbinho. Em novembro, o alvo teria sido o gato de uma moradora.
Conforme a denúncia, condôminos encontraram uma ave caída no chão — possivelmente um pombo — nas dependências do condomínio, localizado na rua Santa Helena.
O animal apresentava um orifício na região do peito, sem sinais aparentes de impacto, mas com indícios compatíveis com perfuração causada por projétil.
O episódio não seria isolado. Meses antes, um gato foi atingido por um disparo semelhante na pata dentro do mesmo condomínio, o que exigiu procedimento cirúrgico e motivou o registro de outro boletim de ocorrência à época.
Segundo fonte do Marília Notícia, a situação foi comunicada à síndica do condomínio e gerou indignação entre moradores, que apontam riscos a animais silvestres e domésticos, além de considerarem a conduta inadequada.
Relatos indicam que o risco não se limita aos animais que circulam pela área — cercada por vegetação e mata —, mas também à segurança de moradores, crianças e demais frequentadores do local. O caso pode configurar infração ao artigo 136 do Código Penal.
Controle de infestação
É proibido matar pombos por lei federal. As aves são classificadas como animais silvestres, e quem as mata ou fere comete crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/1998.
O controle de infestações deve ser realizado por meio de métodos não letais, como ações de repulsão e prevenção de ninhos, com técnicas que podem ser orientadas por empresas especializadas.