Justiça decreta sigilo e marca júri de trio acusado de matar idoso; mãe e filha são rés

A Justiça de Marília decretou segredo de justiça em um dos processos, manteve a prisão de um dos envolvidos e marcou a data do julgamento de uma mulher, sua filha e um homem acusados de homicídio pela morte do aposentado Antônio Carlos Egas, de 63 anos, ocorrida em março de 2023.
O crime aconteceu na zona norte da cidade, quando a vítima foi espancada. À época, os autores alegaram que o aposentado teria “assediado sexualmente” uma adolescente. O processo tramita na 1ª Vara Criminal de Marília e será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri no dia 19 de maio deste ano.
Conforme decisão da juíza Josiane Patricia Cabrini Martins Machado, os réus permanecem pronunciados por homicídio qualificado, por motivo torpe e com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A magistrada também manteve a prisão preventiva do homem, apontado como executor do crime, e determinou o segredo de justiça para proteger testemunha.
Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 30 de março de 2023, na avenida República. Segundo a investigação da Polícia Civil, a morte teria sido motivada por vingança. Mãe e filha acusavam o aposentado de suposto assédio sexual contra uma adolescente de 14 anos, filha e irmã das acusadas, respectivamente.
De acordo com o inquérito, um dia antes do crime, as duas teriam ido até a casa da vítima e feito ameaças de morte. No dia seguinte, Antônio Carlos Egas foi atacado quando deixava a residência de carro.
Ainda conforme a apuração, o acusado, armado com um pedaço de pedra, quebrou os vidros do veículo e, em seguida, desferiu golpes contra o rosto e a cabeça do idoso.
Egas foi socorrido em estado grave pelo Samu e encaminhado ao Hospital das Clínicas de Marília, onde permaneceu internado por mais de um mês. Ele não resistiu às complicações decorrentes de um traumatismo cranioencefálico grave e morreu no dia 2 de maio de 2023.
O homem foi preso pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em outubro de 2023, após a decretação da prisão preventiva. As duas mulheres haviam sido presas dias antes, também por ordem judicial.
Os três réus recorreram da decisão de pronúncia, mas os recursos foram negados. Com isso, o caso entra agora na fase final em primeira instância, com julgamento pelo Tribunal do Júri.
Se condenados, os réus podem ser sentenciados a penas de até 30 anos de prisão em regime fechado.